17 de outubro de 2026

AUDIÊNCIA: “Desculpe, te amo”: mensagem enviada por policial penal à ex-esposa após matar empresária pauloafonsina é revelada

Uma mensagem atribuída ao policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, acusado de matar a empresária baiana Flávia Barros, ganhou destaque após a segunda audiência de instrução do processo, realizada nesta sexta-feira (16), em Aracaju, Sergipe. Segundo informações divulgadas pela jornalista Mariana Sena, do programa Cidade Alerta, da TV Record Sergipe, Tiago teria enviado à ex-esposa a mensagem: “Desculpe, te amo”. De acordo com o relato, ele também teria ligado para ela após o crime e dito: “Te amo e me perdoe”.


A audiência ocorreu no Fórum Gumersindo Bessa e contou com o depoimento de oito testemunhas. Conforme as informações divulgadas pela jornalista, cinco delas foram indicadas tanto pela defesa quanto pela acusação. Os depoimentos, segundo o relato, corroboraram a versão apresentada pelo Ministério Público de Sergipe (MP-SE) e pela Polícia de Feminicídio.

Imagens mostram movimentação no hotel

O crime aconteceu em 22 de março deste ano, em um hotel localizado no bairro Coroa do Meio, na Zona Sul de Aracaju. Imagens mencionadas na reportagem mostram Tiago e Flávia no estabelecimento antes do assassinato, incluindo um momento em que eles pagam por mais uma diária.

Ainda segundo o relato divulgado, no dia do crime, Tiago teria arrombado a porta do quarto e efetuado seis disparos contra a empresária. Um dos tiros teria ricocheteado e atingido a cabeça do próprio policial penal.

Quando os policiais chegaram ao local, encontraram Tiago deitado ao lado de Flávia, que já estava morta. Inicialmente, o caso também envolveu a hipótese de tentativa de suicídio por parte do suspeito.

Entretanto, conforme informações apresentadas anteriormente pelo Ministério Público, laudos periciais contestaram a versão inicial de Tiago. As análises indicaram que Flávia estava deitada na cama quando foi atingida pelo disparo. Registros extraídos dos celulares do casal também apontaram episódios anteriores de violência contra a mulher durante o relacionamento.

Defesa questiona acesso às provas

Durante o andamento do processo, a defesa de Tiago questionou o acesso aos elementos reunidos na investigação. Segundo as informações divulgadas, os advogados solicitaram a realização de exame toxicológico, acesso integral às conversas telefônicas e disponibilização das imagens das câmeras de segurança da entrada do hotel.

De acordo com a defesa, as imagens solicitadas ainda não teriam sido disponibilizadas. Os pedidos fazem parte dos questionamentos apresentados pelos advogados durante a fase de instrução.

O Ministério Público de Sergipe pede a condenação de Tiago por feminicídio, com a aplicação de duas causas de aumento de pena. A pena máxima prevista para o crime pode chegar a 40 anos de prisão.

O processo segue na Justiça, e o acusado tem direito à ampla defesa e ao contraditório.

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