
Segundo levantamento feito pelo g1, os casos envolvem pacientes que utilizavam Ozempic, Wegovy, Rybelsus e Mounjaro.
A Noia ocorre quando o fluxo de sangue para o nervo óptico é reduzido, provocando a morte de parte das células nervosas. A condição pode causar uma perda repentina da visão, geralmente em um dos olhos, e nem sempre há recuperação completa.
Os casos estão sendo acompanhados pela Anvisa e, até o momento, são considerados suspeitos. A agência ressalta que a presença de um medicamento e de uma determinada doença na mesma notificação não significa, necessariamente, que exista uma relação de causa e efeito entre os dois.
Procurada pelo g1, a Novo Nordisk, fabricante de Ozempic, Wegovy e Rybelsus, informou que uma análise de seus próprios ensaios clínicos não identificou aumento na ocorrência de Noia associado ao uso de semaglutida. A empresa afirmou ainda que considera favorável o balanço entre os benefícios e os riscos dos medicamentos.
A Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, informou que monitora continuamente os dados de segurança de seus medicamentos, incluindo possíveis eventos relacionados à saúde ocular.
A investigação da Anvisa ainda está em andamento e deverá avaliar os dados disponíveis para verificar se existe alguma possível associação entre o uso dos medicamentos e os casos de Noia.







