
A manifestação ocorre durante a campanha Maio Laranja, iniciativa que busca conscientizar a sociedade sobre a importância da prevenção, denúncia e proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual.
Na carta, o pai relata que a filha frequentava atividades escolares normalmente, incluindo aulas de música, quando teria sofrido o episódio. Segundo ele, a criança retornou para casa abalada e com medo, situação que levou a família a procurar imediatamente a polícia.
O autor do texto afirma que esperava rapidez nas providências e maior acolhimento diante da denúncia. No entanto, relata frustração com a condução inicial do caso e questiona a ausência de medidas mais rígidas em relação ao acusado.
“Minha filha teve coragem de falar, e eu não posso deixar que a coragem dela vire silêncio”, escreveu.
O pai também afirma que teria tomado conhecimento de relatos anteriores envolvendo o mesmo profissional, inclusive em outra unidade escolar de município vizinho, e cobra respostas das autoridades e instituições responsáveis.
Na carta, ele faz questionamentos sobre fiscalização em ambientes escolares, proteção das crianças e responsabilidade das instituições diante de denúncias dessa natureza.
Segundo o relato, o processo criminal segue em segredo de Justiça, motivo pelo qual detalhes da investigação não podem ser divulgados. A família afirma estar acompanhando o andamento do caso por meio de assessoria jurídica.
O texto termina com um apelo para que casos de violência contra crianças não sejam silenciados e reforça a necessidade de atenção da sociedade ao tema, especialmente durante o Maio Laranja.
O dia 18 de maio marca nacionalmente a mobilização de órgãos públicos, escolas, entidades e famílias no enfrentamento ao abuso e à exploração sexual infantil no Brasil.
Veja carta abaixo:







