19 de abril de 2026

Denunciado por feminicídio é alvo de investigação do MP por possíveis regalias em hospital

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Redação / pa4.com.br

O Ministério Público de Sergipe (MPSE) abriu investigação para apurar possíveis irregularidades na custódia do policial penal Tiago Sóstenes, acusado de matar a namorada em um hotel de Aracaju. A informação foi divulgada com exclusividade pelo SE2 (TV Sergipe/Globo), desta sexta-feira (17).

De acordo com as apurações iniciais, há suspeitas de que o custodiado tenha recebido visitas sem autorização judicial, além de ter circulado livremente pelo Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) durante o período em que esteve internado. Ele também não estaria utilizando algemas e não teria contado com o acompanhamento adequado de escolta, levantando ainda a possibilidade de acesso a aparelho celular.

Diante da gravidade das denúncias, o MPSE questionou a ausência de comunicação ao Judiciário sobre a transferência do preso para a unidade de saúde. O órgão solicitou informações detalhadas ao hospital, incluindo o envio de imagens das câmeras de segurança, além de esclarecimentos por parte da unidade prisional responsável pela custódia.

Tiago Sóstenes é o principal suspeito do assassinato da empresária Flávia Barros dos Santos, ocorrido em março deste ano. Segundo as investigações, ele teria efetuado os disparos contra a vítima e, em seguida, atentado contra a própria vida.

Após o crime, o policial penal foi socorrido e encaminhado ao hospital. Posteriormente, foi transferido para o Presídio Militar, sendo levado novamente ao Huse no dia 9 de abril, onde permaneceu internado até receber alta nesta sexta-feira (17).

Procuradas pela equipe do SE2, as promotoras de Justiça Luciana Duarte e Cláudia Daniela Franco informaram que não irão se manifestar até que as informações solicitadas ao hospital sejam oficialmente apresentadas.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) afirmou que não recebeu, até o momento, solicitação formal do MPSE sobre o caso. A pasta destacou ainda que a responsabilidade do Huse se limita ao atendimento assistencial do paciente, cabendo aos órgãos competentes a custódia e vigilância do detento.

A Polícia Militar não se pronunciou sobre as denúncias até a última atualização desta matéria. Já a defesa do policial penal não foi localizada.

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