18 de outubro de 2024

Abatedouro é interditado por descartar vísceras e sangue de aves a céu aberto em Canapi, AL

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Redação, sitepa4

Multas somadas chegam a R$ 100 mil. Dono do estabelecimento foi conduzido à delegacia

Vísceras e sangue de aves eram descartados a céu aberto — Foto: Ascom MP-AL

Um abatedouro clandestino de aves que funcionava na cidade de Canapi, Sertão de Alagoas, foi interditado nesta terça-feira (29). Entre outras irregularidades, foi identificado que o estabelecimento descartava resíduos de abate e sangue animal a céu aberto. O flagrante foi feito pelas equipes da Fiscalização Preventiva Integrada do Rio São Francisco (FPI).

Após o flagrante, o proprietário do abatedouro foi conduzido à delegacia por prática de crime ambiental. Por todas irregularidades encontradas, o dono foi autuado e multado no valor aproximado de R$ 100 mil.

As equipes constataram que o abatedouro não possuía licença ambiental, realizava o descarte irregular de resíduos perigosos, lançava líquidos a céu aberto e não possuía registro na Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) e no Conselho Regional de Medicina Veterinária de Alagoas (CRMV).

Abatedouro é interditado em Canapi, AL por crime ambiental — Foto: Ascom MP-AL

 

Além disso, havia o descarte dos resíduos de abate, como miúdos e vísceras, de forma irregular. O mesmo procedimento também era feito com o sangue. O abatedouro fica no perímetro urbano de Canapi.

Segundo o Instituto do Meio Ambiente (IMA), que também faz parte dos órgãos fiscalizadores, o correto seria que o proprietário contratasse uma empresa especializada em transporte de resíduos perigosos, que forneça o Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR).

Abatedouro é interditado em Canapi, AL por crime ambiental — Foto: Ascom MP-AL

 

Instalações inapropriadas
Uma equipe da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal) constatou que a higienização das instalações, do recinto onde os animais eram mantidos e dos equipamentos não estavam adequados.

Uma das autuações do proprietário foi feita pelo CRMV, que constatou a falta de registro no órgão. Para essa irregularidade, o Conselho deu prazo de 30 dias para que o dono do estabelecimento apresente sua defesa junto ao órgão. Caso contrário, corre o risco de ser multado.

Instalação para os animais eram inadequadas — Foto: Ascom MP-AL

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