19 de maio de 2026

Corpos de moradores de Água Branca são velados no Ginásio de Esportes da cidade

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REDAÇÃO - PA4.COM.BR COM RADAR NOTÍCIAS E TNH1

Foto: portal Acta



 

Os corpos das vítimas do acidente com o ônibus da empresa Localima, no município de Água Branca, começam a chegar no ginásio do município. Eles embarcaram na tarde de hoje (7), do aeroporto da Pampulha, na cidade de Belo Horizonte (MG), em direção a cidade de Paulo Afonso, na Bahia.

 

De acordo com informações obtidas pela reportagem do Radar Notícias, com o início da chegada dos corpos, pessoas passaram mal e precisaram ser levadas em ambulâncias, para unidades de Saúde.

 

De acordo com dados da prefeitura, o município registrou seis óbitos na tragédia ocorrida na última sexta-feira (4).

 

Wellington Campos

Entraram em óbito:

Amanda Lima Rodrigues – Povoado Serra do Cavalo;

Marcondes Teixeira Lima – Povoado Serra do Cavalo;

Izabel Cristina Melo Lima – Povoado Serra do Cavalo;

Cícero Jamerson Andrade da Silva – Povoado Quixabeira;

Ednaldo do Nascimento – Distrito Alto dos Coelhos;

Cícero de Oliveira Lima – Povoado Alto da Boa Vista.

 

Sobreviventes:

Rodrigo José da Silva;

Anderson Soares de Oliveira;

Vitória Cardoso e Cícero Neto Lima.

 

Reprodução/TV Pajuçara

Adolescência interrompida

Lourival Manoel da Silva, que mora em um povoado da cidade de Água Branca, é tio de Cícero Jamerson, de 16 anos, que faleceu no acidente. “Nós ficamos sabendo do acidente pela televisão e não acreditamos na tragédia. Depois as notícias foram chegando e descobrimos que o meu sobrinho estava nesse ônibus. Ele estava indo a São Paulo para passar uns dias com o tio dele”, conta Lourival.

 

“Ele era um bom menino, estudava, ajudava nos deveres de casa e cuidava dos três irmãos mais novos. O pai os abandonou, a mãe tem distúrbios mentais e a avó é quem cuidava dele e dos irmãos. Ele falava que quando fizesse 18 anos ia trabalhar pra fazer uma casinha e ajudar a criar os irmãos. Um menino responsável que sonhava em coisas melhores para a família”, conta o tio.

 

“A gente esperava vê-lo voltar feliz, depois de ter abraçado o tio, mas não voltar assim, dentro de um caixão. Ninguém consegue mais dormir, desde o momento do acidente ninguém tem mais paz. Enquanto não ver o corpo, a gente não vai conseguir acreditar”, emociona-se Lourival.

 

Wellington Campos

Kleber Sandes é morador da cidade e conhecia todas as vítimas. Ele também é proprietário de uma funerária e disse que, em 15 anos de profissão, nunca se deparou com uma situação semelhante.

Outras duas cidades, Mata Grande e Delmiro Gouveia também registraram mortes. Ao todo, dezenove pessoas morreram na tragédia e várias ficaram feridas. Até o fechamento da edição, não foi informado o horário do sepultamento dos corpos.



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