20 de maio de 2026

Pedido de socorro de uma cadela

Por

REDAÇÃO - PA4.COM.BR

Imagem ilustrativa

Noite e dia presa a uma mangueira por uma corda de não mais de metro e meio, ela pede socorro. Late, e mais late. Esgotados os meios civilizados e republicanos, que mais fazer por um animal que se fez amiga em se doando sem reservas? Publicar o poema de Olavo Bilac na esperança última da sensibilização dos algozes, na hipótese improvável da leitura.

 

Desde já – o que poderiam estar dizendo os milhares de animais enjaulados -, o destaque:

 

. “Com que direito à escravidão me obrigas?”

. “Por que me prendes? Solta-me, covarde!”

 

O PÁSSARO CATIVO (OLAVO BILAC)

 

Armas, num galho de árvore, o alçapão
E, em breve, uma avezinha descuidada,
Batendo as asas cai na escravidão.
Dás-lhe então, por esplêndida morada,
Gaiola dourada;

 

Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos e tudo.
Por que é que, tendo tudo, há de ficar
O passarinho mudo,
Arrepiado e triste sem cantar?
É que, criança, os pássaros não falam.

 

Só gorjeando a sua dor exalam,
Sem que os homens os possam entender;
Se os pássaros falassem,
Talvez os teus ouvidos escutassem
Este cativo pássaro dizer:

 

“Não quero o teu alpiste!
Gosto mais do alimento que procuro
Na mata livre em que voar me viste;
Tenho água fresca num recanto escuro

 

Da selva em que nasci;
Da mata entre os verdores,
Tenho frutos e flores
Sem precisar de ti!

 

Não quero a tua esplêndida gaiola!
Pois nenhuma riqueza me consola,
De haver perdido aquilo que perdi…
Prefiro o ninho humilde construído

 

De folhas secas, plácido, escondido.
Solta-me ao vento e ao sol!
Com que direito à escravidão me obrigas?
Quero saudar as pombas do arrebol!
Quero, ao cair da tarde,
Entoar minhas tristíssimas cantigas!
Por que me prendes? Solta-me, covarde!
Deus me deu por gaiola a imensidade!
Não me roubes a minha liberdade…
Quero voar! Voar!

 

Estas cousas o pássaro diria,
Se pudesse falar,
E a tua alma, criança, tremeria,
Vendo tanta aflição,
E a tua mão tremendo lhe abriria
A porta da prisão…

 

Francisco Nery Júnior




 










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COMENTÁRIOS

Comentários 5

  1. flavia says:

    Afinal salvou o animal ,ainda mas denunciava a pessoa que faz esse tipo de crueldade não merece ter um animal de extinção, cria é amar é ter tempo é se prestativo animal não é objeto…

  2. querendo ajudar says:

    por que nao diz o local? Apenas o poema nao vai ajudar. Precisamos denunciar

  3. para ajudar says:

    Uma andorinha só não faz verão. Que todos por perto de gente assim se reúnam para denunciar.

  4. castigo de Deus says:

    Nas dores do leito de morte um infeliz desses ainda pergunta o que é que eu fiz?

  5. Santos says:

    C O V A R D E S!!!!!!!!!!!!!!

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