Ainda não se têm engarrafamentos, buzinas, xingamentos, mas já temos o stress na tônica diária de quem vive ou passa por Paulo Afonso. A situação piora, a cada dia.
A falta de um projeto urbano para a cidade começa a interferir diretamente na rotina do cidadão pauloafonsino. Com o aumento da frota de veículos particulares, a ausência de um plano mais eficaz pode levar mais a frente, uma falência total do sistema viário da cidade.
Segundo dados oficiais do DETRAN/BA, até setembro de 2011, o município de Paulo Afonso possui 38.794 veículos. O número é quase três vezes maior do que toda a frota das 12 cidades que fazem parte da 6ª CIRETRAN/BA. Juntando todos os veículos de Jeremoabo, Abaré, Antas, Chorrochó, Coronel João Sá, Glória, Macururé, Novo Triunfo, Pedro Alexandre, Rodelas, Santa Brígida e Sítio do Quinto, o número chega a 14.938, ou seja, menos da metade da frota de Paulo Afonso, que é de quase 40 mil veículos.
Veja tabela completa da frota de veículos da região
ABARE: 1507 veículos
ANTAS: 1379 veículos;
CHORROCHO: 546 veículos;
CORONEL JOAO SA: 1074 veículos;
GLORIA: 2004 veículos;
JEREMOABO: 3761 veículos
MACURURE: 349 veículos;
NOVO TRIUNFO: 686 veículos;
PAULO AFONSO: 38794 veículos;
PEDRO ALEXANDRE: 411 veículos;
RODELAS: 1138 veículos;
SANTA BRIGIDA: 1090 veículos;
SITIO DO QUINTO: 993 veículos
E número de pauloafonsinos com veículos não para de subir
Hoje o sonho de cada pauloafonsino é ter um carro. O aumento do poder aquisitivo e as facilidades de financiamento de carros novos e usados possibilitaram o aumento da frota de veículos. Sem um transporte público decente, os pauloafonsinos têm dificuldade de se movimentarem. O resultado disso é que as ruas de Paulo Afonso estão apertadas, pois em muitas delas, os moradores estacionam seus carros, deixando pouco espaço para os carros transitarem.
Estacionamento! Quem deseja fazer compras, ir a um escritório, não tem onde estacionar o carro.
Hoje, é quase impossível encontrar vagas para estacionamento em horário comercial. No cenário de desordens, clientes disputam espaço até com taxistas, enquanto nas ruas, carros de passeio se misturam com motocicletas, caminhões (que desrespeitam os horários e locais de carga e descarga – será que tem?)
As palavras chaves para resolver o problema de mobilidade como de urbanização de Paulo Afonso são: planejamento, articulação e integração. É preciso que se pense a cidade como um todo e não apenas em soluções pontuais. (Alguns fragmentos do texto foram extraídos de e-mail enviado por um internauta e publicado no portal ozildoalves.com.br)





