9 de maio de 2026

Vigilância Sanitária barra atendimento de ótica e oftalmologista no BTN

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Por meio de denúncia anônima, a Vigilância Sanitária de Paulo Afonso se deslocou até o Bairro Tancredo Neves III, na Rua José de Anchieta, para averiguar a informação de que numa residência estavam sendo confeccionados óculos de forma irregular. A ação da Vigilância Sanitária, que contou com a apoio da Polícia Militar, foi acompanhada de perto pela nossa reportagem durante a manhã, até às 14h da tarde desta quarta-feira (26).


Ao chegar ao local, a Vigilância Sanitária verificou que havia um oftalmologista, e que o mesmo apresentou uma carteira profissional com validade datada no ano de 2007, registrada no conselho de São Paulo. Segundo o oftalmologista Ricardo Oliveira, que não reside em Paulo Afonso e se encontra há dois anos em Fortaleza – CE, ele aguardava a sua carteira atualizada, no entanto, não teve como comprovar a sua afirmação. Ricardo, que não quis gravar entrevista com a nossa reportagem e que se manteve tranqüilo durante toda a abordagem da Vigilância Sanitária, apenas comentou que estava em Paulo Afonso pela primeira vez, e que não tinha conhecimento de que não podia atuar na Bahia sem uma autorização. No local, também foi registrada  a presença de um representante de uma ótica do estado do Ceará, que realizava um trabalho de “venda casada”. O exame oftalmológico era feito e imediatamente oferecido o óculos.


“A gravidade do problema se dá por ele não ter registro no Conselho da Bahia, e pra que ele exerça a sua profissão aqui, tanto ele quanto a ótica precisam estar cadastradas junto ao conselho e a vigilância sanitária do Estado. Por isso eles foram convidados a virem aqui até a vigilância e assinar um termo se comprometendo a se regularizarem pra poder exercer a sua atividade”, falou a farmacêutica Lidiane, funcionária da Vigilância Sanitária que acompanhou o caso.


Para José Carlos, que cedeu um espaço na sua casa para o trabalho do oftalmologista, se houvesse médico suficiente para atender toda a comunidade do Bairro Tancredo Neves, as pessoas não procurariam a sua residência para um atendimento como esse.  “Essa é a primeira vez que esse profissional vem até a cidade, mas a ótica já atende a comunidade há mais de seis anos, inclusive em vários lugares ligados à administração municipal. Aqui não foi encontrado nada de ilícito, nada de errado… Foi encontrado um profissional atendendo pessoas”, disse o proprietário da residência.


Ainda segundo José Carlos, a denúncia não passou de uma perseguição política, por ele não querer fazer parte de grupo “a” ou “b”. “Eu tenho mais de 25 anos de trabalho na comunidade, e hoje, se aparecer qualquer profissional de saúde que venha atender na minha casa, ela vai estar de portas abertas para atender o povo, porque tudo de bom que vier pra minha comunidade eu vou aceitar”, comentou.

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