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O reitor do Instituto Federal da Bahia (Ifba), Renato da Anunciação, ficou surpreso com a ausência dos institutos federais (IFs) no último ranking do Inep, que listou a classificação dos centros de ensino no Enem 2015. "Não fomos previamente informados que os institutos ficariam de fora do ranking e só descobrimos no dia da publicação", contou o reitor.

Anunciação disse que, segundo o Inep, a metodologia de classificação adotada pelo órgão mudou e eles não consideraram este ano as instituições de ensino integrado, que conciliam o curso médio com o profissionalizante.

"O que eles fizeram foi um equívoco muito grande, até porque a formação profissional tem uma importância social muito grande. E é preciso reconhecer os mais de 100 anos de qualidade de educação dos IFs", afirmou.

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Ele ainda explicou que as instituições federais que apareceram no ranking são aquelas que ainda não têm o ensino integrado e mantêm apenas o curso de nível médio nas suas grandes curriculares. Ainda segundo o reitor, apesar da posição no Enem não influenciar no repasse de verbas para os IFs, o fato deles não aparecerem na lista pode afetar a credibilidade dos centros de ensino.

"A primeira impressão que passou para as pessoas é que a gente não havia pontuado no Enem, e isso é muito ruim porque todos os anos ficamos entre as melhores escolas do país e isso funciona como um atrativo para aqueles que querem estudar nos institutos", disse.

Anunciação teme ainda que as notas dos estudantes dos institutos de educação integrada não sejam lançadas no sistema e que isso prejudique a entrada deles nas universidades públicas. "Hoje, com o ingresso nas universidades através do Enem, temos o receio que as notas dos alunos não sejam publicadas e isso traga algum prejuízo a eles", comentou.

O reitor informou que até o momento o Inep, que disse em comunicado que irá rever o ranking, ainda não estabeleceu um prazo para lançar as pontuações dos institutos federais. Em nota, o Ifba considerou inconcebível o posicionamento do Inep.

"Somos uma instituição que oferta educação profissional técnica – que, por força de lei, equivale ao ensino médio. Dessa forma, a exclusão dos Institutos Federais do ranking menospreza nossa reconhecida contribuição para a sociedade ao ofertar educação de qualidade e cooperar para o desenvolvimento das diversas regiões da nação ao longo de 107 anos de história", diz a nota.

Confira o comunicado do Ifba na íntegra:
 

Na última quarta-feira (4), o INEP divulgou as notas do ENEM 2015 por escola, excluindo do ranking o desempenho dos Institutos Federais (IFs), sob a justificativa de que houve uma mudança metodológica que desconsidera o ensino médio integrado ao ensino técnico como ensino médio regular.

Embora a autarquia tenha publicado uma nota informando que houve um “equívoco” de interpretação da legislação vigente e que disponibilizará a inclusão dos resultados dos IFs tão logo seja possível, o IFBA considera inconcebível tal posicionamento, uma vez que, incontestavelmente, somos uma instituição que oferta educação profissional técnica – que, por força de lei, equivale ao ensino médio. Dessa forma, a exclusão dos Institutos Federais do ranking menospreza nossa reconhecida contribuição para a sociedade ao ofertar educação de qualidade e cooperar para o desenvolvimento das diversas regiões da nação ao longo de 107 anos de história.

O Instituto destaca, ainda, que na edição anterior do exame, obtivemos a 1ª colocação no ranking entre as escolas públicas do estado da Bahia e a 12ª posição no ranking geral no estado. Na relação, além destes dois destaques, o IFBA ainda figurou com a 1º posição entre as escolas públicas nos municípios de Salvador, Simões Filho, Jequié, Porto Seguro, Feira de Santana, Barreiras, Seabra, Eunápolis, Irecê, Santo Amaro, Paulo Afonso, Jacobina, Valença e Ilhéus.

Por entender a importância do exame e a qualificação que ele atribui às instituições de ensino do país, o IFBA, assim como os demais institutos, aguarda com brevidade a divulgação desses dados, a fim de prestar contas não só aos alunos e familiares, mas, também, às comunidades impactadas com nossas ações de pesquisa e de extensão e à sociedade como um todo.

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