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Produtores e trabalhadores tentaram uma conversa com o governador Rui Costa, que desembarcou esta tarde, no aeroporto de Paulo Afonso, para compromissos políticos. Não tiveram êxito.

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) mudou de comando duas vezes nos últimos meses. Sua atuação no território de Itaparica, particularmente nos municípios baianos de Glória, Rodelas e Pedra Branca, continua a desejar. Mudou-se governo, e as condições pioram a cada dia, em compensação multiplicam-se os problemas.

Produtores falam até em consertos na tubulação que custariam 50 reais e que estão faltando. Eis aqui, sem fantasiar muito, um cenário de penúria e abandono, do que hoje poderia ser exatamente o oposto: fartura e desenvolvimento.

A saída da Chesf do convênio, há cerca de dois anos, trouxe o calvário do atraso de salários e quem sofre diretamente com isto são os produtores que ficam se água para trabalhar, pois esta tem sido a providência primeira dos funcionários a fim de chamar atenção para o problema.

"A gente chega às vezes a dar paralisação na água, para pedir o apoio do produtor, nós não queremos prejudica-los, mas que o governo cumpra sua obrigação", disse Cícero Bezerra, representante dos trabalhadores terceirizados de Glória e Rodelas.

"Chegamos ao caos, cinco meses com salários atrasados, e a mudança de comando só fez regredir", afirma.
Segundo Bezerra, a justificativa da Codevasf é a falta de verbas até para cumprir o essencial. "Dizem que é falta de orçamento e nós ficamos ao deus-dará, sem saber qual é a verdadeira explicação".

Bezerra não deu a informação precisa, mas falou em 200 profissionais que hoje atuam nestes municípios.

Os produtores se queixam "Até hoje nunca cumpriram o acordado"

Dona Ivoneide Maria produz melancia, banana, coco e legumes diversos. Agora tem previsões assombradas.

"A gente sofre pendencias aqui, nunca cumpriram nem parcialmente o que foi acordado, por isso estamos aqui reivindicando para ver se conseguimos alguma coisa" desabafou.

Num país cuja taxa de desemprego chegou a 12 milhões, projetos como estes, que desenvolvem os municípios, particularmente os pequenos, sem atrativos industriais ficam a depender de vontade política e de competência. Quando poderiam dar saltos significativos de desenvolvimento explorando o que a natureza deu: água, sol e terra boa.  

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