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Resultado de imagem para prisão de Guido Mantega

Brasil: a prisão de um ex-ministro das finanças enfraqueceu ainda mais a defesa de Dilma Rousseff e Lula.

O homem, que havia se ausentado de manhã cedo da sua residência de São Paulo a fim de acompanhar a sua esposa que sofre de um câncer, foi detido pela polícia no hospital Einstein durante o tratamento da esposa.

“Uma infeliz coincidência. Mas não podíamos mais recuar” lamentou o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima durante uma coletiva de imprensa, pouco depois da prisão. Consciente do passo em falso, o juiz Sérgio Moro, que instrui o processo, decidiu, horas mais tarde, liberar o senhor Mantega, julgando sua detenção provisória inútil.

Considerado como um dos mais próximos colaboradores de Lula, declarado réu terça-feira por “lavagem de dinheiro” e “corrupção”, o senhor Mantega é suspeito de “fraude”, “corrupção” e “lavagem de dinheiro”. Ele teria contribuído para desviar em 2012 quantias destinadas para a construção de plataformas de petróleo a fim de financiar débitos de campanha do PT. Diversos empresários teriam feito uma contribuição ao partido em troca da concessão de canteiros de obras. Na época, o ministro era presidente do conselho de administração da Petrobrás.

Em plena campanha para as eleições municipais, a operação visando um novo cacique do PT dois dias após a incriminação de Lula, três semanas após a destituição de Dilma Rousseff e cinco meses após a condenação do antigo braço direito do ex-presidente Lula, José Dirceu, a mais de vinte e três anos de prisão por “corrupção, lavagem de dinheiro e participação em uma associação de malfeitores [quadrilha]”, é um novo duro golpe para o principal partido de esquerda do Brasil.
 

Esta matéria foi publicada no Le Monde de Paris de 22.09.16. Tradução de Francisco Nery Júnior.

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