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Alguns valores são essenciais à vida pública, portanto, antes de continuar, recorro ao pensamento do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto:

“Não há democracia sem liberdade de imprensa, as duas coisas juntas criam a mesma ambiência. (…) O debate crítico é eminentemente libertário, emancipatório”. Eis aqui um cidadão que honrou a toga. Antes de fechar o parágrafo e ser justa, recorro à outra sumidade, o papa Francisco, para quem tal liberdade não dá o direito de “ofender” ao próximo.

Como discordar do escrito acima?, ambos têm a mais completa razão. As duas observações em medidas iguais dão o equilíbrio necessário à democracia, e a boa convivência. Entre as duas existe um troço chamado política.

Trazendo os ensinamentos tanto do juiz como do papa a nossa realidade, vemos que tentar calar o consagrado “Patrulha 92”, da Cultura FM e o "Radar 89" da Delmiro FM – e por extensão, que fique cristalino, qualquer outro programa de outras emissoras com mesmo conteúdo -, porque estas dão vez e voz ao povo, é autoritário e está em descompasso com o país que tentamos construir, a partir de tantos escombros, entre eles, duas décadas de censura prévia, impostos pelo regime de exceção.

De resto, todos nós que fazemos a imprensa sabemos que não podemos mentir ou caluniar. Há no código penal os efeitos para quem abusa. Agora, impedir radialistas de verbalizar o que já é público?, ou de tornar público práticas nefastas à democracia porque agentes políticos não gostam do conteúdo, é absurdo. 

"Radar 89" e "Patrulha 92" são um sucesso!

Ainda, ressalto, que venham calar definitivamente a voz de Antônio José Diniz (Cultura FM), através de ações na justiça, é preciso reconhecer que às portas de completar 40 anos de rádio, Diniz fez um gol de placa. Não estaria a esta altura, recebendo um oficial de justiça por dia, se seu programa jornalístico, estivesse sem audiência. Tem e muita, assim como o Radar 89, apesar dos dois programas dividirem  o mesmo horário, ambos fazem sucesso com o radiojornalismo.

A chegada por empréstimo de Epidauro Pamplona (membro do Radar 89) à bancada do Patrulha, além de mostrar a cumplicidade das emissoras, incendeia o meio político, informa o ouvinte e também diverte.

Para os jovens que só ouvem música na internet, pode soar surreal, mas os anos 50 e 60, da chamada “era de ouro do rádio”, estão de volta.

Talvez, só há esse tempo, se viu o meio com a importância que tem hoje. Sem poder controlar a internet ou as mídias sócias, o patrulhamento dos censores recaem todos contra o rádio. Mas o rádio pertence ao povo, e este, gostem ou não, dá seu veredicto no simples ato de ligar ou desligar. E cada vez mais ligam, participam e interagem e querem falar, desabafar… Caros ouvintes, está no ar…

Lembrando que o Patrulha 92 é muito bem comandado pelo radialista Alan Leite e a participação de Régis Lima.

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