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A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) deve seguir os passos da Eletrobras e realizar uma nova edição do Plano de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIVD). A última vez que a empresa precisou recorrer ao programa foi em 2013, quando os efeitos da MP 579, que se transformaria mais tarde na Lei 12.783, atingiram as contas da empresa e a redução dos gastos foi inevitável. Passados quase três anos da medida, as sequelas financeiras ainda permanecem e, segundo o presidente da holding, Wilson Ferreira, a prioridade é cortar gastos para dar sustentabilidade à Eletrobras e, por consequência, às suas subsidiárias.

O presidente da Chesf, José Carlos de Miranda Farias, explicou, por meio de nota, que já há uma movimentação para amadurecer o programa. “Estamos estudando as possibilidades e a melhor forma de realizar, em breve, o PIDV, seguindo as diretrizes e as orientações da Eletrobras”, frisou. Presidente do Sindicato dos Urbanitários de Pernambuco (Sindurb-PE), José Gomes Barbosa confirma a tese e disse ter sido procurado informalmente. “No entanto, nada de concreto ficou acertado”, afirmou, ressaltando que, assim que houver detalhamento do projeto, o Sindicato vai analisar se valerá a pena para a categoria. Atualmente, em Pernambuco, a empresa tem 2,2 mil trabalhadores. Fontes do setor falam, no entanto, que o arquétipo do PIVD já está pronto e depende apenas da aprovação em instâncias adequadas.

Ex-presidente da Chesf, João Bosco de Almeida detalhou como aconteceu no último plano. “Identificamos na ocasião, por meio dos estudos sobre os efeitos da MP 579, que precisávamos reduzir o quadro de pessoal. Sendo assim, um plano de demissão foi estruturado, desligando 1,5 mil pessoas, ou seja, 30% do efetivo. Com isso, passamos a reequilibrar a Companhia”, relembrou. O Plano foi orçado, no período, em R$ 600 milhões.

Aposentado da Companhia há quase três anos, Alexandre Heráclio conhece bem o PIDV. “Eu tinha uma meta: de me aposentar com 60 anos. Como, na ocasião, tinha 55 anos, decidi antecipar e garantir alguns benefícios, como plano de saúde por mais cinco anos e incentivo financeiro, que, mesmo se eu trabalhasse por mais cinco anos, não teria”, contou, avaliando como ‘bom’ o saldo após a aposentadoria.

Na visão do sócio da Prime Energy, Mateus Tolentino, essa foi a forma que a empresa encontrou para minimizar os efeitos da MP 579 para as suas contas. “Que, em troca da renovação das concessões, passaram a vender uma energia mais barata, afetando o apetite financeiro do negócio”, explicou. Para se ter ideia, a Chesf perdeu quase 50% das suas receitas entre 2012 e 2013 e, por isso, ajustes estão sendo feitos com base no novo patamar de receita. O último balanço só foi positivo graças à indenização de R$ 5,09 bilhões a ser paga pela União. O lucro líquido no período foi de R$ 5,7 bilhões.

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