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O dia 23 de agosto de 2016, precisará ser lembrado às gerações futuras como o fim de um ciclo. Embora tenha recorrido à nobreza do compositor Nelson Cavaquinho, vou descer ao trivial no episódio da retirada dos “tanquinhos amarelos”. Amarela deve está à face de quem fez ou aconselhou semelhante pataquada.

As pedras das ruas sabem que apesar dos tanquinhos serem bonitinhos, com a campanha eleitoral em curso, tais objetos não poderiam de forma alguma está ali, pouco importa aqui “às razões”, não podem. Configura-se publicidade. A Publicidade está suspensa. Ou a lei não se aplica à Ilha de Paulo Afonso?

Nesta noite em que os promotores Leonardo Bitencourt e Luciana Kouri averiguaram denuncias de que cestas básicas estariam sendo distribuídas de forma ilegal, Bitencourt chamou representantes da prefeitura num canto e disse pedir, por ora, de forma amigável, que se retirasse imediatamente os “bonitinhos”, mas que depois a coisa viria na forma oficial.

O que é estupefaciente é o juízo de valor que agentes políticos fazem, como se estivessem fora do alcance das leis. Como se para eles, não se sabe exatamente o porquê, elas fossem instrumentos que se usa só quando for favorável.

Não obstante, vem a ser o Ministério Público o ente que, no Brasil moderno, luta para livrar a sociedade da corrupção virulenta, com suas 10 medidas contra a corrupção. Que entre elas, está exatamente um olhar especial sobre o período eleitoral.

O Ministério Público representa o novo, o país que tenta se livrar do ilícito na coisa pública. E os “tanquinhos” o velho, o que atropela a Constituição, o que vem acintosamente debochar dos fracos, dos pobres, dos “sem tanquinhos”. Duas realidades as quais a sociedade precisa escolher qual deles acompanhar.

O que cheira a ranço, do passado com leis apenas no papel, ou deste que se colhe as flores da justiça. Vão para a disputa nas ruas, mas saiam de forma igualitária, respeitem as regras, vençam pelos valores etc e tal. De resto, recorrendo a Nelson, um é luz e o outro a treva. Um é flor e o outro é espinho.

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