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Para começarmos a prosa, a sessão ordinária da Câmara Municipal de Paulo Afonso, desta segunda-feira (22), terminou, passava pouco das 9h30 da manhã, não deu se quer tempo de tomar o famoso cafezinho com leite, servido durante o expediente.

Terminada a sessão, se ouvia ruidosamente vereadores da base governista se maldizendo, fui então ter com eles. Adianto ao leitor, que fotografei e gravei tudo, além de conversar a portas fechadas com três vereadores que me confirmaram a insatisfação das medidas diferentes da campanha de Luiz de Deus (PSD).

Então, porque não publico dando nomes aos bois?, tenho muito medo de gente que desafia a justiça. Muitos jornalistas foram mortos esse ano, e não é porque estavam rezando, e sim, desafiando o poder.

Daí o leitor tire suas conclusões. Se estamos num município onde pessoas julgam que têm a justiça na mão, independente do que determina a lei, e desafiam-na de forma acintosa como testemunhamos, arrancar uma “pedrinha de tropeço” do meio deles, convenhamos, é rápido demais.

“Eu só queria saber qual a mágica, até para aplicar na minha campanha, de se ter tantos carros de som, e uma estrutura de campanha como eu vejo, gastando somente o limite estabelecido pela Justiça Eleitoral?”, disse em tom de ironia, um vereador e teve a seguinte resposta: “Doações de amigos”.

Aqui tivemos um momento de explosão testemunhado por todos que estavam em volta das cadeiras vermelhas. Ao persistir inquerido de onde sai tal proeza, o questionado deu de ombros e fez pouco: “Denuncie!”.

Nos bastidores corre solto que não apenas este, mas outro que almeja chegar ao legislativo anda distribuindo cestas básicas no BTN, e com “campanha de prefeito”.

“Até onde eu sei só eles não elegem Luiz de Deus, então porque isso?, eu trabalho o ano inteiro no meu bairro, esses camaradas se quer aparecem por lá, tenho um carrinho de som e me deparei com um paredão desses caras”, disse revoltado, um vereador. No momento, uma eleitora fez sinal com a cabeça que sim.

Segundo os cálculos dos vereadores, um carro de som custa entre R$ 6 a R$ 10 mil reais, e um paredão R$17 mil. Com um teto de R$ 34 mil, para toda a campanha, como essas contas podem fechar?.

Antes que alguém me pergunte sobre os demais candidatos, ligados às outras campanhas, até o momento não registramos queixa. Estão, boa parte deles, na penúria. Contando moedas. “Eu só tenho santinhos e olhe lá, o que eu tô vendo aí é uma safadeza, gastando o dinheiro do povo”, me disse outro.

Pode-se dizer também que a queixa dos colegas se dar não pela conduta ilibada destes, mas pelo desprezo que estão amargando. É, pode ser, e que se o bolo fosse melhor dividido todos estariam calados. Sim, claro.

De resto, fica complicado para a população exercer a cidadania de forma plena, há exageros, convenhamos, não apenas na sangria que se dá na máquina pública, junte-se a isto, o volume dos carros que não respeitam o limite de 80 decibéis, nem o espaço nem mesmo o horário. O conjunto da obra eleitoral perpassa por uma consciência coletiva que estamos longe de alcançar. Fosse a disputa limpa, pela qualidade das ideias, aí sim, mas aqui o candidato faz uma proposta ao eleitor e depois é chamado num canto para um “ajeitadinho”. Então, fica difícil. 

 

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