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Como não te Amar, Paulo Afonso? Me apaixonei por ti desde quando abri meus olhos ao sair do Nair Alves de Souza. Não sei se foram as Caraibeiras da Rua dos Guararapes, que ví enquanto ia para casa no colo de minha Mãe, no Jipe do meu Pai. Ou talvez tenha sido o sol reluzente da Rua do Coquêiro, que parece estar em cima do chão. Quando vejo tuas fotos, estudo teu passado, e escuto tuas histórias, agradeço a honra de ser teu Filho. Hoje, com toda tua imponência, é irônico dizer que nascestes de uma vila de papel. Lutastes contra as indiferenças, unistes duas classes, derrubastes um muro, sem nunca se intrigar do rio. Em outras cidades, o Velho Chico atravessa, passa… Mas tua nobreza é tanta, que ele te cercou. Como se quisesse te proteger, para entrar em tuas terras, tem que passar por cima do dele. Como uma espécie de purificação. Tivestes combatente de guerra, Castro Alves em ti se inspirou, Gonzagão te fizeste música, és berço de escritores, inspiração de muitos poetas… És especial. Nsa Sra de Fátima, no alto da Catedral, parece te olhar, te proteger, como uma Mãe olha pelo filho. E São Francisco, na igreja de pedra, parece se guardar aqui. Teus filhos viajam o mundo, mas o suspiro de Paz só se dá, ao entrar nas duas águas, ao ver tuas comportas, tuas ruas sempre calmas, o teu povo acolhedor… Aqui, o pôr do sol é único, o brilho da lua no reflexo das águas, torna a noite mais viva.

PARABÉNS PAULO AFONSO!

58 anos de Histórias e Lutas. Tenho orgulho em ser teu filho. E mesmo que o rio seque, o último fio se desligue. E a última comporta se abra. Contarei aos meus, com lágrimas nos olhos quem tu fostes. "A Capital da Energia. Riqueza do nosso Brasil".

 

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