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A cobertura das eleições deste ano – e não vamos dizer que é uma novidade, este apenas se mostra mais desesperador, se resume a uma saraivada de rótulos sobre os candidatos, sem a menor tentativa de justificá-los. Jogam um prefeito na sarjeta, insurgem candidatos fracassados como a salvação da lavoura, desmentem às ruas – às vezes de forma grotesca, e manipulam informações como da na telha ou no bolso.

A aliança entre o pré-candidato a prefeito de Paulo Afonso, Paulo de Deus (PMDB) e o deputado federal Mário Júnior (PP), foi divulgada por mim há cerca de 40 dias. Fui desmentida imediatamente tanto pelo Partido Progressista como por colegas. Ok, é do jogo, há políticos no PP para quem a notícia desce à força. Mas o tempo é o senhor da verdade, eis aí.

A imprensa, nós que a fazemos, sabemos que não podemos mentir, a fim de conservar a credibilidade e, vá lá, a moral, e nem manipular dados para fabricar ilusionismos. Paulo Lima disse: “O PDT está apoiando Paulo de Deus”. Eis aí. É uma pena que a cobertura das eleições ignore o que se passa nas ruas e sirva apenas de panfletagem cretina.

O debate não é crime

Vamos lá: temos três ex-prefeitos no páreo, digo com chances, os demais candidatos participam porque a democracia comporta o sonho. Pela ordem dos mandatos: Luiz de Deus (PSD), Paulo de Deus e Raimundo Caires (PSB).

Todos tem chances?, sim. Luiz de Deus tem chances seguras?, sim. Raimundo Caires vai arriscar?, sim. Paulo de Deus tem a candidatura mais empolgada?, sim. Eu não digo isso, porque estou aqui alugada, ou porque escrevo para obter vantagens, porque sou militante ou simpática a um mais que a outro.

O que está aqui é a realidade. Não me cabe julgar candidato A ou B, mas analisar suas respectivas caminhadas, os bastidores, a receptividade do povo, as contraditas. Isto é da escola, é do jornalismo, fora este expediente, o que se tem são pessoas que se urgem da alcunha de “comunicador” para chantagear políticos da forma mais rasteira possível.

Eu e meus colegas podemos entender de formas diferentes o processo, achar que um candidato está melhor, que tem mais chances, que agrega mais, que sua administração é melhor para a cidade. É salutar, quanto mais divergimos melhor. Mas isto não nos autoriza a desmoralizar nenhum agente político. Nós devemos nos ater rigorosamente ao fato.

Concluo

A imprensa não decide eleição. Ou o PT não teria chegado aos 12 anos à frente do país, Rui Costa não teria ganhado no Estado, enfim, são muitos os exemplos. Nosso ofício é informar, analisar, com tempero ou não, os fatos. Cada um tem o seu jeito de fazê-lo. Em última análise, cabe sempre ao leitor, ouvinte julgar. O tempo, senhor da razão e da verdade vai sempre honrar àqueles que fazem o trabalho com ética.

 


 

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