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“/Amélia não tinha a menor vaidade/ Amélia é que era mulher de verdade/…”. Pois é, quando Mário Lago e Ataulfo Alves fizeram esta que circula entre as obras-primas da música popular brasileira, fazia bem pouco tempo, a mulher, a “Amélia”, podia, enfim, votar no Brasil.

“Ai que saudade da Amélia” é de 1940 e, oito anos antes, no governo de Getúlio Vargas, o Decreto 21076, de 24 de fevereiro de 1932, estabeleceu o voto feminino no Brasil. O país abriu o século 21 com dados preocupantes no que diz respeito à representação feminina na política, e hoje com apenas 9,5% de mulheres na Câmara Federal, sendo que as mulheres são a maior parcela do eleitorado.

A mulher, em regra, enfrenta mais dificuldades em seguir uma carreira política. Para ficar num exemplo, aqui em Paulo Afonso, nas eleições proporcionais de 2014, a única mulher que concorreu à Assembleia do Estado, foi Alfina (PCdoB).

Às vezes em que pode falar nos palanques, diga-se, foi constrangedor. A votação de Alfina, no entanto, proporcionalmente foi ótima. O que “eles” queriam – é preciso dizer aqui, e não conseguiram, é que as mulheres desistissem de vez. Que chegassem aos partidos apenas para cumprir a cota estabelecida pela Justiça Eleitoral.

Este ano, felizmente as mulheres estão aí, no páreo. Separei as candidatas do Partido Progressista de Glória, porque a legenda fez, na última quinta-feira (21), sua convenção. Telma, Janice e Thomazia vão disputar e espera-se – diferente do que aconteceu com Alfina, nas mesmas condições dos homens dos demais 17 da coligação.

A mulher já é muito importante na sociedade e precisa repetir o protagonismo nos espaços de decisão. Ainda que seja questionável o número da cota para a participação: 10%, 20% ou até 30%, como já foi sugerido, são necessárias, tire-se as cotas e nós sumimos de vez.

Os partidos

Onde estão as mulheres que presidem partidos? Geralmente os partidos chamam as mulheres para “presidir” o seguimento mulher da legenda, para no fim votar nos homens, não passam para elas as mesmas condições, nem as mesmas porcentagens. Fato.

“/Ai, meu Deus que saudade da Amélia/ aquilo sim é que era mulher/”, uma ova!! A mulher hoje: lava, passa, cozinha e ainda precisa estudar e ganhar o seu sustento, quando não sustenta os filhos.

“Eu passei vinte anos da minha vida pedindo votos para os outros, e sempre ajudando a eleger outras pessoas, até que eu pensei: chega!, eu vou pedir votos sim, mas para mim”, disse Telma.

Telma e as outras que vão concorrer às eleições de outubro, sabem que o maior obstáculo é conquistar o voto da própria mulher. Uma vez que as mulheres conseguirem isto, não há mais porque lutar por cotas.

“Minha mãe foi vereadora, eu sei o que ela passou. Muitos chegaram para mim e disseram para eu não tentar, mas não vou desistir, eu vou lutar até o dia que eu ganhar”, alertou Thomazia.
Pois é, Amélia ou não, o lugar da mulher é na política.
 

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