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O ano letivo está iniciando. Pais, alunos e professores ansiosos pela expectativa do novo, de novo. Mas, e os desafios do processo educacional? As psicólogas Leda Rocha e Cristina Rosa, e a psicopedagoga Fabrícia Moraes, da Clínica Ânima, tratam nesta matéria de alguns dilemas e dificuldades do ambiente escolar.

Educadores, pais e alunos procuram incessantemente soluções para as dificuldades de aprendizagem, problemas de adaptação e de relacionamento na escola. Temas como o bullying tem sido muito discutido e combatido em escolas do mundo inteiro.

Entretanto, os casos são cada vez mais frenquentes. Bullying significa “perseguição” e, em seu sentido amplo, refere-se à violência física e/ou psicológica cometida por alunos a seus pares. Frequentemente, a vítima de “bullying” é aquele aluno mais tímido, com algum tipo de deficiência física ou mental ou com características físicas mais marcantes. A pessoa acometida, por vezes, não se sente capaz de buscar ajuda e, assim, vai sofrendo por anos. Nesse caso, o papel da família e da escola na identificação do problema é de suma importância. Aos pais e educadores, cabe observar atentamente o comportamento de filhos e alunos. Depressão, falta de interesse pela escola, baixa autoestima são sinais que podem indicar que a criança ou adolescente está sendo vítima de “bullying”. Nesse caso, é preciso investigar e acolher a vítima, propiciando a abertura de um diálogo franco, assim como debater a questão junto à escola, buscando soluções. Em casos extremos, procurar ajuda profissional de psicólogos e psicopedagogos, aconselha a psicóloga Leda.

A psicopedagoga Fabrícia fala da importância de elaborar uma rotina de estudo eficiente. Para começar, é interessante incentivar a criança a desenvolver o hábito de revisar os conteúdos escolares em casa. Inicialmente 1 hora de estudo por dia é suficiente. O tempo de estudo vai aumentando conforme a idade da criança. Ter o hábito de revisar o conteúdo em casa facilita a preparação do aluno para os dias de prova. É interessante escolher um horário que a casa esteja mais tranquila para que não haja muitas interferências enquanto a criança estuda. O ambiente deve ser limpo e organizado, bem iluminado, arejado, a cadeira confortável e a mesa organizada com todos os materiais que a criança precisa, evitando com isso interrupções durante a atividade. A hora do estudo em casa é uma ótima oportunidade para os pais estabelecerem vínculos positivos com a criança. Elogio sincero sobre o desempenho da criança, suas habilidades e esforço faz muito bem! Quanto mais atenção a criança recebe dos pais neste momento, mais fortalece a mensagem de que o estudo é algo valorizado pela família e isso fará com que a criança sinta prazer nestes momentos e se esforce para dar o melhor de si! É bom ter outros materiais para consulta por perto. A internet é uma ótima aliada nesta ocasião: utilizar essa ferramenta com sabedoria ajuda bastante a ampliar os horizontes. Converse com a criança sobre o que ela aprendeu, associe as informações estudadas às coisas que a criança observa e vive no seu dia-a-dia. Quando possível, elabore experiências práticas que permitam o envolvimento e a observação ativa da criança com o conteúdo. Desta maneira, o conhecimento será internalizado e acomodado com mais facilidade, sinaliza Fabrícia.

A também psicóloga e terapeuta de casais e famílias, Cristina Rosa, pontua o quão desafiador têm sido para as famílias o acompanhamento mais efetivo de processo educacional. Os pais/responsáveis, muitas vezes sem o devido tempo para delegar a assistência das crianças e adolescentes, assistem ao processo correr ao largo do seu julgo, desconhecendo as necessidades de seu educando e, por vezes, desconhecendo, inclusive, o profissional a quem delega esta missão.

Quando família e escola não conseguem estabelecer um diálogo de cooperação, o produto é uma educação dicotomizada, pais alheios e professores sobrecarregados pelo acúmulo de função. Não à toa, professores são hoje uma classe profissional acometida por muitas das síndromes ansiosas e até de humor, como a síndrome do pânico e a depressão.

É válido pontuar que toda a sociedade é responsável pela educação dos mais novos, devendo todos se unirem num processo global de educação. A formação precisa ser entendida como multifatorial, onde o tripé família-escola- sociedade sustenta e fomenta a produção de conhecimento formal e a formação moral e ética dos novos sujeitos.

Para finalizar, reitero a possibilidade de ajuda profissional, onde médicos, psicólogos e psicopedagogos podem ajudar na mediação dos conflitos e na promoção de bem estar psíquico para a família, professores e estudantes.

Nós da Clínica Ânima atendemos de segunda a sexta-feira, das 8 às 12h e das 14 às 18h, na Rua da Felicidade, n.12, Empresarial Paulino, sl. 102. Nosso telefone é (75) 3281-7095 e nosso site é www.animaclinica.com.br/

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