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Foi com muita emoção, dor, honras militares e palavras de carinho de amigos, parentes e colegas de trabalho, que o corpo do Bombeiro Militar Eduardo Santos Góes, 32 anos, foi sepultado na tarde deste domingo (24), no Cemitério Jardim Celestial, no bairro Sim, em Feira de Santana.

O cortejo do caixão até o túmulo foi seguido por bombeiros usando farda laranja, pela família e pelos amigos. O corpo do soldado do 2ª Grupamento de Bombeiro Militar de Feira de Santana (GBM) foi velado desde as 23h de sábado (23) na capela do Hospital Dom Pedro de Alcântara. Eduardo morreu durante um trabalho de resgate no Rio Jacuípe, em Feira de Santana. O fato aconteceu por volta das 15h45 de sábado, no bairro Três Riachos.

Presente no cemitério, o tenente-coronel Antunes destacou a qualificação profissional de Eduardo e suas características como pessoa admirada por todos que convivia com ele.

“Eduardo tinha muito conhecimento técnico na área de atendimento hospitalar, salvamento em altura, principalmente, que era o hobby dele, combate a incêndio e salvamento aquático. Era um profissional muito qualificado. Recentemente ele fez um curso de resgate de cadáver pela Marinha do Brasil, foi certificado, e tinha muito a oferecer ao Corpo de Bombeiros do Estado da Bahia. Ele era requisitado para ser instrutor em todos os lugares da Bahia e até mesmo fora do Brasil. Ele estava concluindo o curso de Direito, iria se formar agora em março. A família era muito próxima dele, tinham um relacionamento muito bom. O conheço há muito tempo e a tropa tinha um entrosamento perfeito com ele. Ele trabalhava também na parte de instrução técnica, fez toda a instrução técnica voltada para o Carnaval de Salvador e todos o tinham como um profissional de referência pela sua qualificação, pela sua forma de agir, além de seu relacionamento com todos. Era uma pessoa da mais alta qualidade”, enfatizou.

Eduardo estava na escala de prontidão e sabia que poderia ser acionado a qualquer momento para realizar algum salvamento. “A família do 2ª Grupamento de Bombeiro sente muito esta perda. Foi uma fatalidade e nós temos que encarar tudo isso com sensibilidade, com respeito, amor, valor e vamos ter sempre admiração por Eduardo em nosso coração. Mesmo estando de folga, o militar pode ser convocado a qualquer momento, seja ele de paz, de guerra, de calamidade pública, como é p caso da Operação Chuva, que estamos realizando agora. O militar não pode se recusar a nenhuma ordem então, baseado no que está escrito no Código Penal, que é cumprido à risca, temos regulamentos específicos que nos traz no bojo, determinações que o policial e o bombeiro militar têm que cumprir. A missão sempre tem que ser cumprida, mesmo com o risco da própria vida. Este é um juramento que fazemos quando saímos do período de formação e é aquilo que transmitimos a todos eles, sempre conscientizando do papel, sempre alertando dos riscos e sempre dizendo o momento certo de efetivar uma operação”, disse o tenente-coronel.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o coronel PM Francisco Luiz Telles de Macêdo, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militares da Bahia, disse que o bombeiro Eduardo foi um herói e deu detalhes sobre o acidente.

“Como rotina o Corpo de Bombeiros trabalha com a preservação de vidas e nesta situação mais uma vez nós fomos acionados porque existiam três pessoas em risco de vida e neste acionamento tivemos esta situação trágica, logicamente não esperada, mas possível de acontecer nas diversas ocorrências que nós bombeiros militares somos levados para proteger a vida das pessoas. Nesta situação, tínhamos um rio com uma correnteza muito forte e houve a decisão técnica de como fazer o processo de salvamento destas pessoas, mas nesta ocorrência acabamos tendo essa situação trágica que foi o óbito do soldado Eduardo. Poderia ter acontecido outros problemas com os outros bombeiros também. Na situação, todas as pessoas foram resgatadas com vida e hoje estamos fazendo o sepultamento do nosso bombeiro militar com honras militares tendo em vista o seu ato heroico e que faz parte da rotina de nós bombeiros. Fazemos o que for necessário para salvar vidas mesmo que pondo em risco a própria vida. Está no nosso juramento”, disse.

O comandante disse que foi realizado todos os procedimentos necessários para a ressuscitação do soldado após o resgate dele. “A força da água fez com que tecnicamente se tomasse a decisão de fazer o salvamento das pessoas protegido por corda, só que no momento da situação a correnteza acabou levando o soldado a ficar preso em meio a correnteza, lhe trazendo esta consequência. Ele ficou preso e a corda acabou fazendo com que ele submergisse. Ele não conseguia se livrar não da corda, mas dos equipamentos que o ancoravam na corda. O procedimento feito pelos colegas para salvá-lo foi correto e não se sabe ainda se ele estava com vida ao sair da água durante o processo de primeiros socorros porque somente médicos poderiam constatar isso”, informou.

Foto: Arquivo pessoal

Eduardo já tinha conseguido resgatar duas pessoas, mas foi arrastado ao tentar chegar à terceira vítima. As pessoas ilhadas foram resgatadas posteriormente sem ferimentos. O Corpo de Bombeiros informou que o procedimento foi realizado corretamente, porém na segunda tentativa a corda prendeu numa rocha por conta da força da água e mesmo depois de cortada a corda continuou prendendo o bombeiro.

Foi com muita emoção, dor, honras militares e palavras de carinho de amigos, parentes e colegas de trabalho, que o corpo do Bombeiro Militar Eduardo Santos Góes, 32 anos, foi sepultado na tarde deste domingo (24), no Cemitério Jardim Celestial, no bairro Sim, em Feira de Santana.

O cortejo do caixão até o túmulo foi seguido por bombeiros usando farda laranja, pela família e pelos amigos. O corpo do soldado do 2ª Grupamento de Bombeiro Militar de Feira de Santana (GBM) foi velado desde as 23h de sábado (23) na capela do Hospital Dom Pedro de Alcântara. Eduardo morreu durante um trabalho de resgate no Rio Jacuípe, em Feira de Santana. O fato aconteceu por volta das 15h45 de sábado, no bairro Três Riachos.

Presente no cemitério, o tenente-coronel Antunes destacou a qualificação profissional de Eduardo e suas características como pessoa admirada por todos que convivia com ele.

“Eduardo tinha muito conhecimento técnico na área de atendimento hospitalar, salvamento em altura, principalmente, que era o hobby dele, combate a incêndio e salvamento aquático. Era um profissional muito qualificado. Recentemente ele fez um curso de resgate de cadáver pela Marinha do Brasil, foi certificado, e tinha muito a oferecer ao Corpo de Bombeiros do Estado da Bahia. Ele era requisitado para ser instrutor em todos os lugares da Bahia e até mesmo fora do Brasil. Ele estava concluindo o curso de Direito, iria se formar agora em março. A família era muito próxima dele, tinham um relacionamento muito bom. O conheço há muito tempo e a tropa tinha um entrosamento perfeito com ele. Ele trabalhava também na parte de instrução técnica, fez toda a instrução técnica voltada para o Carnaval de Salvador e todos o tinham como um profissional de referência pela sua qualificação, pela sua forma de agir, além de seu relacionamento com todos. Era uma pessoa da mais alta qualidade”, enfatizou.

Eduardo estava na escala de prontidão e sabia que poderia ser acionado a qualquer momento para realizar algum salvamento. “A família do 2ª Grupamento de Bombeiro sente muito esta perda. Foi uma fatalidade e nós temos que encarar tudo isso com sensibilidade, com respeito, amor, valor e vamos ter sempre admiração por Eduardo em nosso coração. Mesmo estando de folga, o militar pode ser convocado a qualquer momento, seja ele de paz, de guerra, de calamidade pública, como é p caso da Operação Chuva, que estamos realizando agora. O militar não pode se recusar a nenhuma ordem então, baseado no que está escrito no Código Penal, que é cumprido à risca, temos regulamentos específicos que nos traz no bojo, determinações que o policial e o bombeiro militar têm que cumprir. A missão sempre tem que ser cumprida, mesmo com o risco da própria vida. Este é um juramento que fazemos quando saímos do período de formação e é aquilo que transmitimos a todos eles, sempre conscientizando do papel, sempre alertando dos riscos e sempre dizendo o momento certo de efetivar uma operação”, disse o tenente-coronel.

Em entrevista ao Acorda Cidade, o coronel PM Francisco Luiz Telles de Macêdo, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militares da Bahia, disse que o bombeiro Eduardo foi um herói e deu detalhes sobre o acidente.

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