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O secretário de saúde de Paulo Afonso, Alexei Vinícius recebeu o site Ozildo Alves em seu gabinete, na manhã desta terça-feira (05), para uma entrevista em que respondeu, sem esquivo, todas as perguntas, inclusive sobre supostas irregularidades em contratos de sua pasta com a empresa Bluelife (que remove pacientes em estado grave para atendimento em centros de alta complexidade), além das críticas em relação ao seu desempenho a frente da saúde municipal.

De saída, é preciso reconhecer que, trata-se de uma tarefa humanamente impossível passar impoluto numa área em que se evidencia com muita nitidez o descompasso entre a Constituição, suas leis que garantem saúde plena e universal, e a realidade. Basta bom senso para entender que se trata de uma utopia com a qual precisamos conviver: nunca haverá dinheiro suficiente nem capacidade.

Dito isto, cumpre ao município cuidar com muito zelo dos recursos que tem a disposição, eleger prioridades, buscar parcerias e muita criatividade.

Em Paulo Afonso com seus 120 mil habitantes, o orçamento para a saúde é de pouco mais de R$ 64 milhões. São dois hospitais: Nair Alves de Souza (Chesf) e o Hospital Municipal. Cerca de 100 médicos, e, segundo garantiu Alexei, cobertura de 80% na área de atenção básica. Dizer que os números traduzem uma orquestra que funciona com harmonia, é mentiroso. Porque, entre outros motivos, vem a ser a saúde a primeira vítima do desmantelo em que está o país. Não apenas na gestão do PT, mas na história.

“Quando eu assumi há quase três anos, vivíamos um momento difícil no país, o que Paulo Afonso passava os demais municípios passaram também: carência de profissionais nas unidades de saúde, de médicos no próprio hospital, que tínhamos uma demanda grande e crescente de pacientes, então quando assumir fiz um planejamento estratégico porque o atendimento especifico será sempre o hospital”, lembrou Alexei.

Em meia hora de conversa, entre um atendimento e outro, o secretário falou dos projetos para este ano e da expectativa para instalação da policlínica.
“Vamos ter em breve a política de saúde do adolescente, já temos a do homem, também do idoso e da gestante. A dificuldade vai existir, e estou longe de dizer que estamos em alta qualidade de saúde, mas se nos acomodarmos é pior”, adiantou.

Secretário de saúde rebate críticas e diz que as ‘portas estão abertas’ para investigação
(Foto: Ivone Lima – Site Ozildo Alves)

Acompanhe a entrevista, na íntegra, abaixo:

Já escrevi várias vezes sobre supostas irregularidades, apontadas na Câmara Municipal, entre sua pasta e uma empresa de UTI móvel, o que o senhor tem a dizer sobre essas acusações?

Perfeitamente. Quero tornar isto público, inclusive estou aqui avaliando um novo edital para contratarmos o serviço de UTI móvel, porque a demanda de pacientes críticos aumentou um pouco, precisamos reavaliar o contrato. Vamos fazer um novo pregão. Eu convido aqui que venham observar os trâmites porque não existe carta marcada, nem indicação para nenhum profissional. O que nós queremos é que o serviço seja cumprido. Qualquer empresa pode participar e ganhará o menor preço, antes pagávamos aqui por dispensa de emergência R$ 6 mil por viagem e agora sai por menos de R$ 5 mil. Basta que a empresa tenha um serviço nos moldes que precisamos, o que temos é a carência de médicos para viajar, o médico recebe o paciente com até 24 horas da sua regulação, temos a famosa vaga zero em que o paciente fica chateado, pois espera nos corredores, mas primamos pela vaga real. Não há nada de errado com esse contrato, quantas vezes eu pedi que esses vereadores que falam isso venham aqui para eu mostrar, as portas estão abertas. Ganha esses editais quem oferece um serviço de qualidade pelo menor preço possível. Tudo vistoriado, são profissionais médicos: o que encaminha, o que acompanha e o médico que recebe o paciente, está tudo aqui. Agora muita gente não tem conhecimento e acha que pode me pegar em irregularidades, estou aberto, pode vir aqui e verifiquem o contrato, aqui ou no Tribunal de Contas.

Como funciona a contrapartida do município em relação ao hospital Nair Alves de Souza?

Nós temos mais de cem médicos na prefeitura que se dividem em atenção básica – os postos de saúde, especialidades: cardiologistas, pediatras, hematologista etc., o médico de pronto-socorro além do SAMU.

Esta quantidade é suficiente para uma cidade com tantos clientes?

Pela população de Paulo Afonso estamos suficientemente bem, se compararmos a outras regiões: Salvador, Recife e Juazeiro que não têm a cobertura de 80% de atenção básica. Algumas cidades estão abaixo de 50%, isso é facilmente constatado, basta olhar os dados do Ministério da Saúde. São trinta especialidades em nosso município. No raio de 200 km, só terá igual em Aracaju.

Não se trata obviamente apenas da sua gestão ou do governo Anilton Bastos, mas a população precisa de um atendimento complexo que vemos em outras cidades próximas da nossa, então o que aconteceu com Paulo Afonso que não temos UTI?

É difícil precisar porque Paulo Afonso hoje se configura mais como região polo de saúde, mas não é a sede da macrorregional, Juazeiro sim, a nossa cidade faz parte de um grupo de três regiões de saúde e somos polo de microrregião. Juazeiro tem UTI e nós inclusive utilizamos este serviço. O governador Rui Costa tem a proposta da regionalização para Paulo Afonso, daí seríamos resolutivos na nossa região, há necessidade sim da UTI porque Paulo Afonso hoje absorve aqui, só da Bahia, mas de 250 mil habitantes, se considerarmos a 10ª região. Vem dessa proposta o Lacem e a Policlínica, sendo um dos quatro municípios a receber aqui na Bahia.

Existem acusações em relação ao Hospital Municipal: falta de remédios e médicos, qual é a situação do Hospital Municipal?

Na verdade, acho que foi até falta de respeito com os profissionais que ali estão, o Hospital Municipal nunca deixou faltar medicação. Algumas medicações faltaram porque n&atild��������G�� ��

O secretário de saúde de Paulo Afonso, Alexei Vinícius recebeu o site Ozildo Alves em seu gabinete, na manhã desta terça-feira (05), para uma entrevista em que respondeu, sem esquivo, todas as perguntas, inclusive sobre supostas irregularidades em contratos de sua pasta com a empresa Bluelife (que remove pacientes em estado grave para atendimento em centros de alta complexidade), além das críticas em relação ao seu desempenho a frente da saúde municipal.

De saída, é preciso reconhecer que, trata-se de uma tarefa humanamente impossível passar impoluto numa área em que se evidencia com muita nitidez o descompasso entre a Constituição, suas leis que garantem saúde plena e universal, e a realidade. Basta bom senso para entender que se trata de uma utopia com a qual precisamos conviver: nunca haverá dinheiro suficiente nem capacidade.

Dito isto, cumpre ao município cuidar com muito zelo dos recursos que tem a disposição, eleger prioridades, buscar parcerias e muita criatividade.

Em Paulo Afonso com seus 120 mil habitantes, o orçamento para a saúde é de pouco mais de R$ 64 milhões. São dois hospitais: Nair Alves de Souza (Chesf) e o Hospital Municipal. Cerca de 100 médicos, e, segundo garantiu Alexei, cobertura de 80% na área de atenção básica. Dizer que os números traduzem uma orquestra que funciona com harmonia, é mentiroso. Porque, entre outros motivos, vem a ser a saúde a primeira vítima do desmantelo em que está o país. Não apenas na gestão do PT, mas na história.

“Quando eu assumi há quase três anos, vivíamos um momento difícil no país, o que Paulo Afonso passava os demais municípios passaram também: carência de profissionais nas unidades de saúde, de médicos no próprio hospital, que tínhamos uma demanda grande e crescente de pacientes, então quando assumir fiz um planejamento estratégico porque o atendimento especifico será sempre o hospital”, lembrou Alexei.

Em meia hora de conversa, entre um atendimento e outro, o secretário falou dos projetos para este ano e da expectativa para instalação da policlínica.
“Vamos ter em breve a política de saúde do adolescente, já temos a do homem, também do idoso e da gestante. A dificuldade vai existir, e estou longe de dizer que estamos em alta qualidade de saúde, mas se nos acomodarmos é pior”, adiantou.

Secretário de saúde rebate críticas e diz que as ‘portas estão abertas’ para investigação
(Foto: Ivone Lima – Site Ozildo Alves)

Acompanhe a entrevista, na íntegra, abaixo:

Já escrevi várias vezes sobre supostas irregularidades, apontadas na Câmara Municipal, entre sua pasta e uma empresa de UTI móvel, o que o senhor tem a dizer sobre essas acusações?

Perfeitamente. Quero tornar isto público, inclusive estou aqui avaliando um novo edital para contratarmos o serviço de UTI móvel, porque a demanda de pacientes críticos aumentou um pouco, precisamos reavaliar o contrato. Vamos fazer um novo pregão. Eu convido aqui que venham observar os trâmites porque não existe carta marcada, nem indicação para nenhum profissional. O que nós queremos é que o serviço seja cumprido. Qualquer empresa pode participar e ganhará o menor preço, antes pagávamos aqui por dispensa de emergência R$ 6 mil por viagem e agora sai por menos de R$ 5 mil. Basta que a empresa tenha um serviço nos moldes que precisamos, o que temos é a carência de médicos para viajar, o médico recebe o paciente com até 24 horas da sua regulação, temos a famosa vaga zero em que o paciente fica chateado, pois espera nos corredores, mas primamos pela vaga real. Não há nada de errado com esse contrato, quantas vezes eu pedi que esses vereadores que falam isso venham aqui para eu mostrar, as portas estão abertas. Ganha esses editais quem oferece um serviço de qualidade pelo menor preço possível. Tudo vistoriado, são profissionais médicos: o que encaminha, o que acompanha e o médico que recebe o paciente, está tudo aqui. Agora muita gente não tem conhecimento e acha que pode me pegar em irregularidades, estou aberto, pode vir aqui e verifiquem o contrato, aqui ou no Tribunal de Contas.

Como funciona a contrapartida do município em relação ao hospital Nair Alves de Souza?

Nós temos mais de cem médicos na prefeitura que se dividem em atenção básica – os postos de saúde, especialidades: cardiologistas, pediatras, hematologista etc., o médico de pronto-socorro além do SAMU.

Esta quantidade é suficiente para uma cidade com tantos clientes?

Pela população de Paulo Afonso estamos suficientemente bem, se compararmos a outras regiões: Salvador, Recife e Juazeiro que não têm a cobertura de 80% de atenção básica. Algumas cidades estão abaixo de 50%, isso é facilmente constatado, basta olhar os dados do Ministério da Saúde. São trinta especialidades em nosso município. No raio de 200 km, só terá igual em Aracaju.

Não se trata obviamente apenas da sua gestão ou do governo Anilton Bastos, mas a população precisa de um atendimento complexo que vemos em outras cidades próximas da nossa, então o que aconteceu com Paulo Afonso que não temos UTI?

É difícil precisar porque Paulo Afonso hoje se configura mais como região polo de saúde, mas não é a sede da macrorregional, Juazeiro sim, a nossa cidade faz parte de um grupo de três regiões de saúde e somos polo de microrregião. Juazeiro tem UTI e nós inclusive utilizamos este serviço. O governador Rui Costa tem a proposta da regionalização para Paulo Afonso, daí seríamos resolutivos na nossa região, há necessidade sim da UTI porque Paulo Afonso hoje absorve aqui, só da Bahia, mas de 250 mil habitantes, se considerarmos a 10ª região. Vem dessa proposta o Lacem e a Policlínica, sendo um dos quatro municípios a receber aqui na Bahia.

Existem acusações em relação ao Hospital Municipal: falta de remédios e médicos, qual é a situação do Hospital Municipal?

Na verdade, acho que foi até falta de respeito com os profissionais que ali estão, o Hospital Municipal nunca deixou faltar medicação. Algumas medicações faltaram porque n&atild��������G�� ��

O secretário de saúde de Paulo Afonso, Alexei Vinícius recebeu o site Ozildo Alves em seu gabinete, na manhã desta terça-feira (05), para uma entrevista em que respondeu, sem esquivo, todas as perguntas, inclusive sobre supostas irregularidades em contratos de sua pasta com a empresa Bluelife (que remove pacientes em estado grave para atendimento em centros de alta complexidade), além das críticas em relação ao seu desempenho a frente da saúde municipal.

De saída, é preciso reconhecer que, trata-se de uma tarefa humanamente impossível passar impoluto numa área em que se evidencia com muita nitidez o descompasso entre a Constituição, suas leis que garantem saúde plena e universal, e a realidade. Basta bom senso para entender que se trata de uma utopia com a qual precisamos conviver: nunca haverá dinheiro suficiente nem capacidade.

Dito isto, cumpre ao município cuidar com muito zelo dos recursos que tem a disposição, eleger prioridades, buscar parcerias e muita criatividade.

Em Paulo Afonso com seus 120 mil habitantes, o orçamento para a saúde é de pouco mais de R$ 64 milhões. São dois hospitais: Nair Alves de Souza (Chesf) e o Hospital Municipal. Cerca de 100 médicos, e, segundo garantiu Alexei, cobertura de 80% na área de atenção básica. Dizer que os números traduzem uma orquestra que funciona com harmonia, é mentiroso. Porque, entre outros motivos, vem a ser a saúd

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