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Após se desfazer das escolas, clubes recreativos e mais recentemente do hospital, que será administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH como já foi mostrado aqui nesta Folha Sertaneja em várias edições como na de n°140, a CHESF deve anunciar para este ano de 2016 a privatização dos seus atrativos turísticos.

A empresa está preparando a terceirização, com a concessão da exploração à iniciativa privada dos seus principais pontos turísticos e em breve será lançado o edital de licitação publicado no Diário Oficial da União uma Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) para a concessão ao setor privado.

Neste modelo de concessão a propriedade dos ativos não muda de mãos, ou seja continua pertencendo à CHESF. A empresa privada faz o investimento, a gestão do patrimônio e fica com o retorno do capital investido. Seguindo este raciocínio, tornaram-se possíveis as privatizações de atrativos turísticos, mesmo quando declarados Patrimônio Natural da Humanidade.

A decisão da CHESF de transferir a gestão dos seus pontos turísticos para a iniciativa privada pode representar uma injeção de investimentos privados, todavia a intenção da hidroelétrica é transferir para a empresa gestora as despesas com a manutenção dos espaços. Ela investiria em estrutura para tornar os locais mais bem equipados e teria lucro com a exploração das áreas.

A perspectiva de inúmeras melhorias para revitalização dos parques e melhores serviços prestados aos turistas certamente vem acompanhada de taxas adicionais. Afinal de contas, trata-se de investimento versus retorno do capital investido. É necessário avaliar se os novos preços pagos para vivenciar esses atrativos são justos já que não existe concorrência.

A exploração comercial dos atrativos turísticos da CHESF por empresa privada deve aquecer sobremaneira a economia do município e envolver de maneira acentuada a rede hoteleira, que tem sua taxa de ocupação maior apenas em alguns eventos como o de motociclismo que acontece anualmente, em maio e também no carnaval fora de época, que acontece em setembro.

Apesar de não se conhecer ainda o teor do texto do edital, é muito provável e natural, como ocorre em atrativos privados, que a empresa vencedora da licitação cobre pelas visitas aos locais e utilização dos equipamentos bem como por serviços extras oferecidos aos visitantes.
Também deverá haver uma interação entre a empresa que passará a administrar estes atrativos e operadoras e agências de turismo de todo o Brasil, além das empresas de turismo e guias de turismo locais.

É também esperado e aceito como natural o despertamento de críticas por parte de alguns turistas e ambientalistas, que justificam a sua reação à elevação dos custos, o cerceamento ao direito de visitação livre e uso gratuito desses atrativos, como acontece no município desde a criação da Chesf, em meados do século passado e citam a devastação ambiental dos locais que recebem grande número de visitantes.

Estes cuidados com a preservação do meio ambiente, já praticados pela hidrelétrica em suas áreas de atuação e que, para isso possui inclusive um Departamento de Meio Ambiente na empresa, devem ser exigidos das empresas que deverão concorrer à exploração desse novo negócio.

Deve-se ver que esta decisão da CHESF, além de fomentar a geração de emprego e renda impulsionará a economia local através de um setor altamente rentável que é o turismo, que é mal gerido pelo poder público e se revelado rentável quando administrado pelo setor privado, como é o exemplo do complexo turístico de Xingó, a apenas 80 quilômetros de Paulo Afonso, no mesmo rio São Francisco.

Existem até hoje, dentro das áreas de segurança da CHESF, muitos pontos abandonados que os turistas não conhecem e que a empresa tem interesse na organização e divulgação, mas não na condução e com a terceirização a empresa gestora acaba administrando melhor porque visa ao lucro.

O Turismo em Paulo Afonso e Região dos Lagos do São Francisco, tese de mestrado, já mereceu muitas páginas do jornal Folha Sertaneja, estudos, debates, seminários… e volta à tona em um ano em que se precisa fazer alguma coisa para se consolidar o crescimento da economia local e regional.

Ao defender a tese doo Mestrado em Ciências da Educação, com o foco em Turismo, pela Universidade Internacional de Lisboa, na capital portuguesa em 25/11/2005, ouvi do meu argüidor, um dos maiores especialistas em turismo da Europa, o Professor Doutor Nelson Xavier, professor do Curso de Doutorado em Turismo de Lisboa e Madri, depois que apresentei o potencial turístico de Paulo Afonso e região dos Lagos do São Francisco, uma frase que ainda hoje soa forte em meus ouvidos: “Eu não entendo como vocês tem tanto e não tem nada”.

Nesses 10 anos bem que se lutou para que Paulo Afonso saísse da mesmice de ter grandes atrativos e se manter na estaca zero quanto à sua exploração econômica através do Turismo. Para fomentar isso, a cidade ganhou sinalização turística, a recuperação da Casa de Maria Bonita, (que tem colocado Paulo Afonso na mídia nacional através dos grandes jornais e emissoras de televisão), criação do Conselho Municipal de Turismo. Depois, veio o Conselho Regional de Turismo, criação de uma Secretaria de Turismo, maior interação com a Bahiatursa e com o Ministério do Turismo, iniciativa de aproximação com os órgãos de turismo dos Estados vizinhos, crescimento da rede hoteleira, restaurantes, comércio, inclusive com a chegada de grandes lojas de departamentos. Há ainda a expectativa da chegada de um shopping center.

Nos últimos anos, na contramão dessa expectativa de crescimento através do turismo, houve uma queda das relações além-município e alguns fortes atrativos deixaram de ser oferecidos aos visitantes como o bondinho, os lagos, o modelo reduzido da Chesf. O próprio cânion, talvez o maior de todos os atrativos continua sendo subutilizado sob o olhar do turismo.

Não se pode deixar de levar em conta que Paulo Afonso possui em seu território o maior complexo de usinas hidreletricas do mundo. São cinco grande u��������(�� ��

Após se desfazer das escolas, clubes recreativos e mais recentemente do hospital, que será administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH como já foi mostrado aqui nesta Folha Sertaneja em várias edições como na de n°140, a CHESF deve anunciar para este ano de 2016 a privatização dos seus atrativos turísticos.

A empresa está preparando a terceirização, com a concessão da exploração à iniciativa privada dos seus principais pontos turísticos e em breve será lançado o edital de licitação publicado no Diário Oficial da União uma Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) para a concessão ao setor privado.

Neste modelo de concessão a propriedade dos ativos não muda de mãos, ou seja continua pertencendo à CHESF. A empresa privada faz o investimento, a gestão do patrimônio e fica com o retorno do capital investido. Seguindo este raciocínio, tornaram-se possíveis as privatizações de atrativos turísticos, mesmo quando declarados Patrimônio Natural da Humanidade.

A decisão da CHESF de transferir a gestão dos seus pontos turísticos para a iniciativa privada pode representar uma injeção de investimentos privados, todavia a intenção da hidroelétrica é transferir para a empresa gestora as despesas com a manutenção dos espaços. Ela investiria em estrutura para tornar os locais mais bem equipados e teria lucro com a exploração das &aacu

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