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Levantamento do Sindicato dos Bancários de Pernambuco aponta um aumento de 330% no número de roubos a agências bancárias no estado este ano, em comparação a 2014. Até o último dia 23 de dezembro, foram contabilizados 53 assaltos a mão armada. Já em 2014, foram registrados 16 ocorrências do tipo, segundo a instituição. A Secretaria de Defesa Social (SDS) contesta os números repassados pelo sindicato, mas reconhece o crescimento. De acordo com a SDS foram 34 roubos consumados em comparação a 18 do ano passado (+89%) e 12 tentativas em relação às 3 de 2014 (+300%).

Com 46 casos, a Região Metropolitana do Recife teve o maior número de assaltos, segundo o sindicato. Em contrapartida, o interior contabilizou sete ocorrências. Para o secretário de assuntos jurídicos e de segurança do sindicato, José Rufino, a maioria das ações poderiam ter sido evitadas se lei que rege a segurança bancária fosse cumprida.

“A gente poderia não ter 18 desses assaltos se fosse cumprida e fiscalizada pelas prefeituras. Por exemplo, a lei prevê no mínimo dois vigilantes por pavimento da agência, há bancos que só contam com dois para todo o estabelecimento. A lei não se preocupa com dinheiro, mas com a segurança do consumidor e do funcionário”, completa.

Outro fator que acredita ter influenciado o aumento no número de abordagens é que as agências estão cada vez menores. “Com isso, as pessoas procuram mais o autoatendimento que os caixas físicos. Ninguém quer ficar apertado dentro do banco. Isso permite uma maior aproximação do assaltante”, pondera.

De acordo com o sindicato, os suspeitos utilizaram pedras, marretas, armas de grosso calibre e simulacros para realizarem as ações durante o ano. “A quantidade de pessoas roubadas é absurda. A gente não pode divulgar o número para não incentivar, mas é algo muito sério”, alega Rufino.

Em nota, a SDS acredita que o fenômeno se dá pelo atual contexto de recessão econômica e desemprego. "Isso pode ser notado pela quantidade de assaltos praticados por pessoas sem experiência nesse tipo de ação criminosa”, diz o texto. A secretaria ainda alega “que a Polícia Militar reformula constantemente o planejamento de ações repressivas nos principais corredores da Região Metropolitana do Recife, enquanto a Polícia Civil tem agido com ações de inteligência, para identificar e prevenir investidas”.

Ainda segundo a SDS, houve uma tentativa de parceria com instituições e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mas a iniciativa não teve êxito. A secretaria ainda menciona que a proposição da lei 15.687, que permite o acesso às imagens dos circuitos internos das agências deverá auxiliar a combater esse tipo de crime. ”Ela vai auxiliar bastante a polícia, principalmente no curso dessas ocorrências, e com isso podemos acreditar na redução das estatísticas no ano de 2016”, conclui a nota.

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