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/ “Nós já tivemos a nossa fase de carinho apaixonado/ de fazer versos/ de viver sempre abraçados/ naquela base do só vou se você for/ mas de repente…/”.

Peguei emprestado estes versos da magnífica compositora Dolores Duran, porque a cantora entrega o amor, no exato instante onde o papa Francisco continua:

“O matrimônio é um trabalho de ourivesaria que se constrói todos os dias ao longo da vida. O marido ajuda a esposa a amadurecer como mulher, e a esposa ajuda o marido a amadurecer como homem. Os dois crescem em humanidade e esta é a principal herança que deixam aos filhos.”

Todo começo é igual: sempre um olhar, um gesto, a mão… Os oitos pares que confirmaram a construção desta “casa” a que se refere o pontífice, na Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, nesta sexta-feira (18), entenderam que o amor tem suas fases, esta é da confirmação, os casais estão, alguns com três, outros com vinte, confirmando a companhia de um para o outro.

“Deus quis continuar convivendo conosco, e o fez através da família, poderia nascer de outro jeito – É Deus, fez outras coisas mais difíceis – mas não, quis nascer como nós nascemos numa família, fez-se humano em tudo, mesmo no pecado”, explicou Pe. Gilmar.

Na Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro são dois casamentos comunitários por ano. Para chegar até aqui, há uma caminhada, que passar por cursos, e, principalmente pela evangelização. Se o casal já tem pelo menos três anos juntos e deseja o sacramento, deve procurar a Pastoral Familiar que vai orientar como é todo o procedimento.

Contudo, o papa Francisco chama atenção dos fiéis sobre o “para sempre”, neste sentido, observa:

“Um casamento não se realiza somente se ele dura, sua qualidade também é importante. Estar juntos e saber amar-se para sempre é o desafio dos esposos.”

Na 3º semana do Advento, onde se espera o nascimento do Menino Deus, nos corações e claro, nas famílias, foram dezesseis pessoas que deram um “sim” à vida juntos, e um “não” em resposta principalmente a realidade que desafia aqueles que desejam seguir conforme um conceito, que entre outras coisas, preserva os filhos.

Aqui é um “não” à instintividade, e um “sim” à virgindade, leia-se, à pureza. Não ter o outro para satisfazer a mim, mas para juntos construir a vida, ainda que com percalços.

Se já abandonaram as flores do amor físico, pungente, se colhe às do companheirismo, da confiança, e, com ternura, da amizade.

Não, que não seja eterno enquanto dure, mas que se realize sempre tendo Jesus como referência, como bem lembrou o Pe. Gilmar, foi assim que Ele quis, e o que Deus uniu, o homem não separa.

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