Compartilhar

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on print

A Câmara Municipal de Paulo Afonso com seus “eretos” vereadores fecharam as cortinas do ano legislativo na sessão ordinária desta segunda – feira (14), sem responder aos “agachados pagadores de impostos” o que foi pedido à prefeitura municipal através de inúmeros requerimentos.

Em tempo: durante o ano em decurso, alguém consegue apontar quais medidas a Casa dos “erguidos” tomou através de projetos que tornassem a administração de Anilton Bastos (PDT) mais transparente? A saber: nenhuma. Porém, o Presidente da Câmara, Petrônio Nogueira (PDT), fez uso da Tribuna e, em linguagem culta, saiu-se nestes termos:

“Tem imprensa que vem aqui e procuram denegrir, ir atrás apenas de coisas pequenas que acontecem nesta Casa, e eu acho que aqueles repórteres que vão atrás de coisas pequenas estão de cócoras, juntamente com as coisas pequenas que acontecem aqui”.

Petrônio achou pequeno, por exemplo, o fato da imprensa independente cobrar que a Casa dê respostas convincentes sobre multas aplicadas por radares sabidamente irregulares, segundo afirmou o ex-técnico do Ibametro, Nilton Oliveira, em esclarecimentos na própria Câmara. O que foi feito das acusações do técnico? É o que nós que fazemos jornalismo “agachados”, segundo Petrônio, queremos saber.

O jornalismo ainda que de “joelhos” informa aos leitores que uma Câmara Municipal que se preze, deveria ser a primeira trincheira da cidadania, e não um lugar de conchavos, onde o interesse da coletividade é suprimido em razão de acordos políticos. Na hora em que se fizer necessário elogiar ações no legislativo, se fará, como de fato, já se fez, e muitas vezes.

Reitero, o que o jornalismo independente praticado aqui fez durante todo este ano foi denunciar às vezes em que uma instituição não se portou como pede a Constituição. Vamos lá: o presidente encerra 2015, dizendo que pagou os salários dos funcionários do Legislativo, ora, ora, o que haveria de fazer?

É preciso dizer, já que se mantém em posição melhor que a da imprensa “acocorada” o que fez dos pedidos de informações sobre como a prefeitura adquiriu o novo endereço da Secretaria de Educação. Foi através de leilão?, qual foi mesmo a licitação?, quais imóveis participaram?, e porque se optou por este? “Nós aqui de baixo não temos como saber.”

Em última análise, as sessões terminaram sem que fosse dita uma única palavra de solidariedade aos pobres vendedores ambulantes perseguidos pela administração atual, os famintos do Restaurante Popular, aos que precisam conviver com o lixo das ruas. Ainda bem que a Câmara está a serviço do povo, e em seu poder é exercido. Imaginem, se não fosse.

Compartilhar

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on print

VEJA MAIS

COMENTÁRIOS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.