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A inflação chega a dois dígitos, alcançou 10,48% ao ano, a crise política se aprofunda, a economia se deteriora (mais uma agência de avaliação de risco de investimento rebaixa o Brasil) e Michel Temer breve será presidente. Mais um vice se tornará presidente no Brasil. Quem está no poder não está caindo por falta de aviso. Simplesmente decepcionou a todos nós que, berlique-berloque, continuamos a lamentar em paciência de Jó.

Na Bahia, em uma avaliação perfunctória, mas baseada no que está a céu aberto, dois cabras dos bons, aqueles que reclamamos aparecer – e que a cada cem anos aparece um – dão show de bola. ACM Neto, o prefeito, e o governador Rui Costa acertam a gosto de ver. Conversando com o povo nas ruas de Salvador, nota-se a satisfação da maioria constatada nas pesquisas de opinião. A avaliação dos dois, nestes tempos de crise braba, passa além dos cinquenta por cento.

Eles vão na mosca. Acertam o alvo. Elegem prioridades óbvias (pelo menos as que nos parecem óbvias, a nós de fora, nós que temos um mínimo de capacidade de observação). Não são demagogos, não gostam de conversa comprida. São inteligentes ativos. Observam os anseios do povão, reconhecem gargalos e agem! Ação parece ser o compromisso maior dos nossos dois personagens. Foram sábios e providenciaram os recursos necessários para melhorar um pouquinho – muito mesmo – a vida dos baianos.

O governador rasga a avenida Paralela para que o metrô se Salvador chegue até o aeroporto. Corta a cidade de lado a lado em dois pontos para a implantação de duas artérias básicas para o deslocamento urbano. Ele entende que o deslocamento rápido evita gastos desnecessários de tempo, recursos e vigor. O prefeito faz a política eficaz de assistência aos mais necessitados, enquanto arruma a cidade que é a casa do povo. Ele se preocupa com o lazer e o bem-estar dos habitantes de Salvador. A Prefeitura de Salvador, a primeira capital, acaba de lançar um programa que visa reformar, ainda que modestamente, centenas de casas em bairros proletários. A nossa esperança é que oitões e fundos – a visão de quem passa pelas modernas avenidas de vale – sejam rebocados e pintados.

Não estamos a tratar da correção milionária do sistema urbano de Boston. Falamos de medidas essenciais que os baianos sugerem e os seus governantes acatam. Em Paulo Afonso, existe um engarrafamento crônico em frente à agência maior do Bradesco simplesmente porque os veículos estacionam em diagonal até o poste da esquina. Várias linhas de influxo se comprimem em uma só porque ninguém toma providência para acabar com uma irregularidade prevista nas leis do trânsito.

Muitas outras sugestões por nós publicadas, numa tentativa talvez ingênua de praticar a democracia direta, poderiam ser acatadas. Queremos crer que viveríamos melhor. A avaliação dos gestores, como no caso do governador e do prefeito de Salvador, só melhoraria.

Francisco Nery Júnior

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