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O portal G1 de Caruaru-PE publicou no último dia 1º de dezembro, uma reportagem sobre denúncias de um trabalhador nas quais um grupo de pessoas de Paulo Afonso-BA, Delmiro Gouveia-AL e Petrolândia-PE foi vítima do golpe do falso emprego (Veja mais abaixo a reportagem do G1).

Após a matéria do portal da Globo, familiares das vítimas em Paulo Afonso procuraram o site OA para reforçarem e confirmarem a denúncia, citando inclusive o nome do agenciador, trata-se de Jenilson José de Carvalho Souza, residente em Petrolândia.

Fotos do agenciador/acusado e cópias dos comprovantes de depósitos para conta bancária do autor do golpe, também foram enviadas para a equipe de Redação do portal. O site também teve acesso a uma cópia do Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia de Polícia de Petrolândia.

Duas vítimas de Paulo Afonso (Ivan Luis da Silva e Evanilson Fabian Almeida Pereira, ambos moradores do Bairro Barroca) e uma vítima de Petrolândia (Heverton Flávio da Silva) foram os autores da denúncia.

Entenda melhor abaixo…

Depósitos foram feitos em favor de Jenilson José de Souza

Boletim de Ocorrência foi registrado na Delgacia de Policia Civil em Petrolândia-PE

Veja a seguir, matéria do G1-Caruaru:

Golpe do falso emprego faz 85 vítimas em PE, AL e BA para vagas no RS

Pelo menos 85 pessoas de Pernambuco, Bahia e Alagoas teriam sido vítimas de estelionato, após pagarem valores entre R$ 200 e R$ 1 mil para "despesas com contratos" em supostas vagas de emprego no Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Civil, a denúncia foi registrada por um encarregado de obras na segunda-feira (30) em Petrolândia, no Sertão pernambucano.

Heverton Flávio, de 27 anos, diz ao G1 que um homem entrou em contato com ele no fim de setembro, oferecendo trabalho. As negociações continuaram até 2 de novembro, e quando ele percebeu que não tinha retorno, procurou a polícia. A "oferta" de emprego era de R$ 4,2 mil de salário, gratificação de 25%, R$ 280 de alimentação, pagamento de horas extras e ainda passagem aérea para o Rio Grande do Sul – onde trabalharia no setor da construção civil.

Segundo o encarregado de obras, o homem disse que outra pessoa entraria em contato por e-mail para falar sobre o valor do salário e outros detalhes. "A pessoa que me ligou morava aqui em Petrolândia, mas já faz uns três anos que não a vejo mais. E eu já havia trabalhado na mesma cidade [Bagé-RS] que foi oferecida a proposta de emprego, por isso não vi problemas", relata.

O encarregado enviou um e-mail para um suposto funcionário da empresa, com currículo e outros documentos pessoais como comprovante de residência, CPF e RG. "Eles pediram também a última ficha da carteira de trabalho e que eu depositasse R$ 1 mil para efetivar a contratação".

Recrutamento
Os supostos estelionatários pediram que mais pessoas fossem trabalhar com Heverton. "Ele me pediu uma equipe. ‘Você tem sua equipe para trabalhar com você?’, eu disse ‘Tenho’. Tem um rapaz de Paulo Afonso que já trabalhou comigo e não me deu problema. Aí foi quando entrei em contato com meu colega, que falou com mais dez [pessoas]. Aí uma outra pessoa da suposta empresa, sem eu saber, entrou em contato com o colega de Paulo Afonso e perguntou por outros profissionais", declara o encarregado. Ao todo, 70 pessoas do município teriam enviado a documentação e pago os valores solicitados, informou o homem à Polícia Civil.

Heverton também informa que um dos suspostos agenciadores solicitou o contato de um encarregado em um município de Alagoas. "Ele me ligou e perguntou se eu tinha o contato de um encarregado de Delmiro Gouveia (AL). Aí eu passei só o contato e, nisso, ele ligou para o cara e acertou. Ficaram 12 caras de Delmiro Gouveia também".

Heverton Flávio trocou e-mails com suposto funcionário (Foto: Heverton Flávio/ Arquivo Pessoal)

Heverton Flávio trocou e-mails com suposto funcionário (Foto: Heverton Flávio/ Arquivo Pessoal)

Heverton Flávio trocou e-mails com suposto funcionário (Foto: Heverton Flávio/ Arquivo Pessoal)

Viagem das vítimas do golpe para o ‘emprego’ começou a ser adiada em outubro, segundo Heverton (Foto: Heverton Flávio/ Arquivo Pessoal)

Viagem marcada
A "contratação" de todos e a viagem estava marcada inicialmente para o dia 12 de outubro. "A partir disso, eles começaram a adiar. Disseram que tinha começado um período de chuvas e que não havia condições de trabalho por causa da chuva. Adiaram para o dia 26 de outubro e depois para 2 de novembro. No dia 2, disseram que a viagem seria no dia 23 de novembro e que dois dias antes entrariam em contato para combinar a entrega das passagens", conta Heverton ao G1. Desde então, o homem que fez o primeiro contato com o encarregado de obras não atende mais as ligações. "O pessoal que também pagou está revoltando e fazendo ameaças", diz.

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