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Usina hidrelétrica de Paulo Afonso é decorrência de uma queda d’água de 80 m do Rio São Francisco. O local abriga um complexo de usinas e foi construído no começo da década de 1950. Capacidade instalada: 2.460 MW

Representantes do governo participaram, na tarde desta quarta-feira (25), de uma audiência pública sobre o risco de colapso do Rio São Francisco. Na audiência, promovida pela Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas, eles relataram ações do governo em favor do rio, reconheceram a situação delicada da seca e afirmaram que não há risco de colapso.

O diretor da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Luís Napoleão Casado, disse que a geração de energia e o consumo humano devem ser as prioridades no trato com o rio. Para Casado, a concepção do multiuso e o diálogo são instrumentos importantes na administração das atuais necessidades do São Francisco. Para recuperar o rio, explicou o diretor, a Codevasf tem acompanhado o uso de bombas de irrigação e a construção de canais de adução e patrocinado ações de desassoreamento, entre outras medidas.

– A sociedade pode estar segura de que a Codevasf vai tomar atitudes antes que o pior aconteça – prometeu.

O diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo, disse que tem feito reuniões com representantes de órgãos envolvidos com o Rio São Francisco. Segundo Guillo, as decisões e ações conjuntas desses órgãos foram essenciais para a manutenção da reserva da usina de Sobradinho. A redução de vazão das hidroelétricas foi uma dessas decisões. Ele disse que no dia 15 de dezembro vai participar de mais uma reunião para avaliar a situação dos reservatórios ao longo do São Francisco.

Chuvas

Para o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, as medidas preventivas são importantes para garantir o consumo de água ao longo do rio. Ele reconheceu que os anos de 2014 e 2015 foram “críticos” em relação às chuvas, mas disse que há uma expectativa de melhoria nas regiões do médio e do alto São Francisco, por conta do início da estação chuvosa.

A coordenadora-geral de Infraestrutura de Energia Elétrica do Ibama, Regina Generino, informou que o instituto tem acompanhado a situação do São Francisco. Ela disse que o rio exige cuidados e relatou uma série de ações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) em favor do rio. Como exemplo, Regina citou o acompanhamento da “cunha salina”, que é o avanço da massa salgada do oceano em direção ao rio. Segundo Regina, quanto mais chuva, menor a cunha salina e, assim, menor o risco de comprometimento da água doce.

O superintendente de Operação e Contratos de Transmissão de Energia da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), João Henrique Franklin, informou que a barragem de Sobradinho tem hoje a acumulação de água de apenas 1,7% de sua capacidade. Segundo Franklin, é o menor índice desde o início das operações da barragem, em 1979. Ele registrou que o volume está 40 centímetros abaixo do mínimo considerado como volume operativo.

De acordo com o superintendente, a expectativa é que não haverá necessidade de uso do volume morto, por conta da chegada das chuvas. Com a barragem no volume morto, Sobradinho poderia não mais gerar energia. Mas se isso ocorrer, acrescentou Franklin, a usina poderá liberar a vazão para que a hidroelétrica Paulo Afonso possa gerar mais energia. Ele disse que se ações preventivas, como o controle de vazão, não tivessem sido tomadas, Sobradinho teria enfrentado uma crise mais grave ainda no ano de 2014.

Se não chover nos próximos meses, Usina Hidrelétrica de Sobradinho vai perder a capacidade de gerar energia

– Apesar da expectativa [de chuva], precisamos continuar o trabalho para nos preparar para um volume chuvoso que não seja suficiente – declarou Franklin, lembrando que o Nordeste vem enfrentando secas graves há três anos.

O presidente da comissão, senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), agradeceu a disposição dos convidados . O senador, autor do requerimento para a realização da audiência, reconheceu que a situação do São Francisco é delicada, mas elogiou o trabalho de articulação do governo, ao congregar diversos órgãos e entidades na tentativa de preservar o rio.

– O ponto positivo é que não teremos o colapso hídrico para os perímetros irrigados – disse o presidente, fazendo referência a regiões de Pernambuco, Bahia, Alagoas e Sergipe.

Temor

O relator da comissão, deputado Sergio Souza (PMDB-PR), relatou viagem que fez, há três anos, pelo interior do Nordeste. O senador disse que os rios intermitentes chamaram sua atenção. Ele afirmou que “é muito triste ver um rio cujo leito é pedra e areia”. Na Região Sul, acrescentou o relator, muitos rios estão hoje com metade do volume que tinham há poucas décadas. Para o deputado, os órgãos do governo precisam encarar com muita seriedade a situação do São Francisco, para que o rio não fique comprometido.

Representantes do governo afirmam que não há risco de colapso do Rio São Francisco

– Nosso maior problema é a gestão dos recursos hídricos – afirmou Sergio Souza.

O vice-presidente da comissão, deputado Sarney Filho (PV-MA), manifestou preocupação com as mudanças climáticas e sugeriu que os órgãos responsáveis pelo rio já pensem na manutenção da água para o consumo humano – caso a seca se agrave. Ele disse que o governo deveria ter revitalizado o Rio São Francisco antes de começar a obra de transposição. O deputado JHC (SD-AL)��������”�� ��

Usina hidrelétrica de Paulo Afonso é decorrência de uma queda d’água de 80 m do Rio São Francisco. O local abriga um complexo de usinas e foi construído no começo da década de 1950. Capacidade instalada: 2.460 MW

Representantes do governo participaram, na tarde desta quarta-feira (25), de uma

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