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A exibição da peça Macaquinhos, onde um grupo de pessoas exploram mutuamente seus orifícios anais, atraiu controvérsia sem precedentes na última semana. A população ficou divida em dois campos: de um lado encontra-se a massa comum, considerada artisticamente atrasada e obscurantista demais para que possa defender o abandono de todas as restrições e padrões estéticos e morais. Do outro, estão os “iluminados” guardiões do consentimento artístico onde tudo é permitido em nome de uma suposta arte.

Sob o manto da “destruição da forma”, dia após dia, mentirosos que se autointitulam artistas trazem ao palco modos distintos de não se produzir nada. Quando questionados acerca do conteúdo, aqueles sujeitos moderninhos e descolados acusam a sociedade de não ser mente aberta o suficiente para entender a arte em questão. Como bem alertou G.K Chesterton, não devemos ser tão mente aberta a ponto de deixar o cérebro cair no chão.

Ao contrário do que esses estetas do niilismo pensam, o objetivo de uma peça de teatro (e da arte) não pode ser simplesmente “quebrar tabus”, sob pena de cair no ridículo e na mediocridade. A arte, por sua vez, deve ser utilizada para engrandecer esteticamente e, sobretudo, culturalmente. A boa sociedade é aquela que nivela por cima, que investe em pesquisa séria e ganha prêmio Nobel, não aquela que destina recursos para quem entrega exploração anal e se orgulha de exportar futilidade e barbárie.

Infelizmente, boa parte dos intelectuais brasileiros gosta de glamourizar o lixo cultural enquanto proclamam ser livres de preconceitos, a não ser, é claro, com a igreja, a polícia e a família tradicional, os únicos preconceitos aceitos por essa turminha. Contra essa picaretagem, devemos tomar cuidado para não aceitarmos a visão relativista, que diz se abster de julgar valorativamente colocando Valesca Popozuda e Mozart num mesmo saco, quando na verdade condenam o belo e exaltam o que é grotesco, empurrando macaquinhos e todo tipo de animalidade na plateia.

Thalles Almeida (Acadêmico de Direito)

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