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O vereador Luiz Aureliano (PT), tem aquele defeito que escapa aos olhos: excessivamente vaidoso – antes de avançar mais, quero deixar claro que me atenho apenas ao exercício parlamentar. No que tange ao desempenho no legislativo é um bom vereador, nunca se omitiu, por exemplo, em criticar o prefeito pelo desprezo que este tem pela Câmara, quando ainda estava na base do governo.

Está lavrada na Ata da sessão ordinária (16/11) os mimos dispensados a ele: “assassino de crianças, forasteiro demagogo e batedor de mulheres” essas gentilezas lhe foram lançadas pelos colegas: Zezinho INSS (PROS), Edson Oliveira (PP) e Marconi Daniel (PV) respectivamente. Perguntei a um vereador se houve alguma reunião para conter a baixaria nas próximas sessões:

“Até agora a gente não se reuniu, mas acredito que antes da sessão da próxima segunda (23) haja alguma orientação nesse sentido, porque eu estou vendo a hora de sair porrada ali e isso não é bom para ninguém, se o que foi dito a Luiz Aureliano, fosse dirigido a mim eu confesso que não sei qual seria minha reação”, disse.

Reitero, que na última sessão (23/11), falou-se que os “galos” devem brigar na rinha da rua, e não fazê-la na Câmara.

Não me arrisco a dizer se chegando é Zepelim e vendo tanto “horror e iniquidade”, explodiria a Câmara, mas a “Geni” está lá para levar pedradas. Não obstante, está na mão do vereador através da justiça encrencar um bocado de gente.

A proposta apresentada por Luiz Aurelino, em que segundo diz o texto, é para fazer uma economia para o município, cortando 20% dos salários do prefeito, dos vereadores, desativando secretarias e acabando com verbas de gabinetes, tem tanta chance de passar quanto o Sertão virar mar. Nenhum vereador ou mesmo o prefeito Anilton Bastos vai admitir queda em seus rendimentos.

Edson Oliveira (PP), líder da minoria, que seria atingido, perdendo a verba de gabinete para a oposição, cerca de R$ 11 mil reais, disse que o projeto só nasceu porque não quis não ceder às tentações do colega: “Ele queria mesmo era os 40% da verba, como eu não cedi vem com essa história de economia para o município”, disparou na Tribuna!

Joga pedra na Geni! … Maldita Geni!” diria Chico Buarque.

E foi assim mesmo, inexplicavelmente, depois do “assassino”, Luiz Aureliano manteve-se calmo e ainda elogiou Zezinho: “Gosto muito do seu trabalho vereador, cuidado com as palavras”, replicou.

A mulher de Luiz Aureliano e todas as mulheres presentes à sessão experimentaram um grande desconforto, ao ouvir sobre o “batedor de mulheres”, num país que registra números recorde de feminicídio.

Resumo da ópera: ser vereador exige muito: preparo psicológico, estudo, cordialidade e respeito à divergência. O que se vê acima está na contramão do bom senso e em descompasso com as verdadeiras necessidades do povo.

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