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Eu e todos os comunicadores que lidam com política e que são obrigados a transitar nos bastidores desta arte recebemos a informação, vinda na forma de boato, de que, os irmãos Luiz de Deus (DEM) e Paulo de Deus (PMDB) selaram parceria, e vão para disputa inédita em 2016, como prefeito e vice, respectivamente.

“Ah, mas será verdade ou mentira?” Que diferença faz? É do conhecimento geral que apenas o deputado federal Mário Junior Negromonte (PP) é capaz de desbancar Paulo de Deus, nenhum outro. Eis o ponto. Brigados, já se sabe que os irmãos não estão. Quando a farinha é pouca, nosso pirão vem primeiro, Luiz de Deus vai deixar o irmão com fome?

Com menos força vem à possibilidade do PP se unir a Paulo e indicar o vice, contudo, isto só seria possível com o irmão mais velho totalmente fora do páreo.

“O que a gente não entende é porque Luiz não indica logo Paulo? Se vem os dois, você vota no Luiz, mas o prefeito será Paulo de Deus”, disse um interlocutor dos deuses, indicando uma espécie de eleição indireta.

Como ninguém aqui é menino, a essa altura, o nome de Paulo de Deus já não está confirmado, como é sabido, seria o desmanche completo da estrutura de poder conduzida pelo prefeito Anilton Bastos Pereira (PDT). De toda sorte termina seu mandato, mas continuam os “apaniguados” ou a “turma da cozinha” como gosta de dizer Luiz Aureliano, o desespero, reitero, é inédito, porque há o temor de se perder a boquinha, ou para ficar no achado dos vereadores “a tetinha.”

Só para se medir a potencia da prefeitura, em mais de 4 mil cargos, são três mil à disposição do prefeito.

“Eu já avisei a mulher que a partir de janeiro volto para a prefeitura, se Deus quiser vou ter meu emprego novamente”, me disse um senhor indicado por Luiz de Deus, demitido após a última campanha.

Algum inocente pode perguntar sobre possíveis alternativas aos deuses? Bom, tem-se aqui e ali o nome de Dernival Oliveira (PP), presidente da Bahia Pesca, que estaria correndo atrás do apoio de outros partidos para formar um bloco oposicionista, o problema de Val é o tempo, em cima da hora e sem os cargos que dispõem os deuses o que poderá conseguir?

Luiz Aureliano diz que pode enfrentar a 3º via, porém, esse caminho tem um único resultado previsível: o fracasso. Por mais difícil que seja a realidade, e é, tem-se que o eleitorado de Paulo Afonso não demonstra disposição em apear os deuses do trono.

Acaba a futrica

Até Luiz e Paulo apareceram ladeados, o disse me disse corre solto, é “ladrão” e “prefeitinho” de um lado, “insignificantes do outro”, mas no momento em que os irmãos mostrarem que estão no mesmo barco, acaba a confusão.

Saída honrosa

Um dos maiores dissabores que um político pode enfrentar é precisar voltar à palavra depois de se sentir traído ou “esquecer” sua posição ideológica para continuar na vida pública. Eis o dilema de Luiz de Deus, se se aproxima de uma legenda mais palatável ao PT para ganhar o apoio do estado, sucumbi ao governo da “casainha de pombo”, que o ex-deputado criticou a vinda inteira.

E se aceita a sugestão de Anilton e escanteia o irmão, como, é bom que se diga, tem feito, desampara os que perderam tudo para está ao seu lado, que tentaram a todo custo elegê-lo, enquanto o primeiro escalão da prefeitura trabalhou arduamente para conseguir exatamente o contrário, na medida em que se pedia votos para o concorrente Paulo Rangel (PT). Resta evidente, pegar a mão do irmão mais novo e conduzi-lo à prefeitura.

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