Compartilhar

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on print

Responsáveis por orientar os moradores sobre o atendimento médico preventivo, os Agentes Comunitários de Saúde realizam visitas periódicas a domicílios e fazem o acompanhamento de pessoas idosas, diabéticas, hipertensas e gestantes, por exemplo.

Nesta segunda-feria (16), foram à Câmara Municipal explicar a situação pela qual passa o atendimento em Paulo Afonso, e pedir o apoio da instituição para cobrar do município que cumpra o que determina a lei. No que tange a concurso público, a realidade não é muito animadora, já em fase de finalização do governo, são 7 anos sem que a prefeitura pense se quer no assunto. Em nenhuma área, frise-se.

“A gente pretende o apoio da Câmara para o concurso porque inúmeros agentes estão sobrecarregados, já estamos ultrapassando o limite da portaria cujo teto máximo é de 650 pessoas, alguns agentes já têm 900 até 1000 pessoas”, explicou a Presidente do Sindicato dos Agentes de Saúde, Josélia Maria.

Segundo informou Josélia, há baixas no quadro de agentes, são profissionais que hoje estão doentes, fazendo tratamento de saúde, e por óbvio os agentes que estão se aposentando:

“Nós estamos muito abaixo do preconiza o Ministério da Saúde”, Josélia foi indagada pelos vereadores se a categoria já havia elaborado o plano de cargos e salários, tema da segunda pauta: “Há mais de um ano temos o plano e o projeto elaborado, está nas mãos do prefeito, do procurador do município (Flávio Henrique) bem como o secretário de saúde, o que falta mesmo é o Governo enviar à Câmara, para que se torne lei.”

A vereadora Leda Chaves (PDT) não quis saber de adiar mais nada e de imediato solicitou que a Câmara enviasse o requerimento ao prefeito pedindo o concurso, com prazo determinado. Os colegas da base ficaram no “vamos conversar com o prefeito”, diante da impaciência dos agentes, e do conhecimento prévio que essas “conversas” não dão em nada mesmo, quando o vereador Zezinho do INSS (PROS) tentou vitimizar o prefeito, “coitado a situação é tão difícil” ouviu uma sonora vaia do público e se conteve. De besta Zezinho não tem nem o caminhado.

Vereador Zezinho do INSS (PROS) tentou vitimizar o prefeito, “coitado a situação é tão difícil” e ouviu uma sonora vaia do público

A oposição

Luiz Aureliano falou mais uma vez o óbvio:

“Quero dizer a vocês que não tenho esperança desse prefeito fazer concurso, é um anticoncurso, sete anos de gestão não faz concurso para nada, de quase 4 mil funcionários, apenas 1.212 são efetivos, o último concurso feito para agentes comunitários foi em 2002”, disse.

São 160 trabalhadores na ativa, com um piso salarial de R$ 1.014 reais, podendo chegar a R$ 1.220, com um valor líquido de pouco mais de R$1.100.

“Nós ficamos extremamente estarrecidos com uma situação dessas porque ela evidencia o abandono da saúde no município, está claro que aqui o descaso com o cidadão, com tantas áreas descobertas e sendo que quase não tem custo nenhum para o município”, pontuo Antônio Alexandre.

Compartilhar

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on print

VEJA MAIS

COMENTÁRIOS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.