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Luiz Aureliano foi classificado de “assassino de crianças” “batedor de mulheres” e “forasteiro demagogo”

É forçoso reconhecer que a postura de alguns vereadores da Câmara Municipal de Paulo Afonso – não são todos, sejamos justos, na sessão desta segunda – feira (16), deixou desconforto evidente nos colegas, na imprensa e quem conseguiu ver o circo de horrores até o fim. Para sintetizar o que se passa à revelia do povo, na gestão de Petrônio Nogueira (PDT), tem-se a desinstitucionalização de um poder, a corrosão da moral, o desrespeito generalizado com o público e ao Regimento Interno.

O berreiro protagonizado por Luiz Aureliano (PT), Marconi Daniel (PV), Antônio Alexandre (PR), o Zezinho do INSS (PROS) e Edson Oliveira (PP), não se explica apenas pela disputa política que já está em curso, ou como é sabido, pela ignorância e estupidez de um ou outro, revela, sobretudo, a lástima que é a política no Brasil e a responsabilidade que cumpre agora ao eleitor em renovar a Casa.

A imprensa, em regra, deu por barato as revelações de Zezinho, quando este espantou o plenário dizendo que recebeu dinheiro – cerca de R$ 30 mil reais – do então candidato a deputado federal, Elmar Nascimento (DEM), nas eleições de 2014. O assunto não foi registrado em Ata, à época alegou-se que Zezinho “não sabe o que diz”, como se ver, a “loucura” do vereador é bastante seletiva.

Bastou que Luiz Aureliano ganhasse os holofotes acusando irregularidades na gestão do prefeito Anilton Bastos (PDT), que Zezinho sacou da algibeira a alcunha de “assassino de crianças”, e teve o respaldo do líder do governo, Marconi Daniel, que completou: “batedor de mulheres”.

Não à Câmara, mas à polícia e à Delegacia da Mulher, respectivamente, se deve recorrer com este tipo de conteúdo.

Resta aos vereadores – que conseguiram manter o equilíbrio – cobrarem as devidas providências do presidente da Casa, a fim de recuperar a reputação do Poder Legislativo e dar um basta na falta de decoro e quebra excessiva do protocolo durante as sessões.

Vereador Zezinho reafirmou que recebeu dinheiro do deputado Elmar Nascimento na campanha de 2014

Para ter uma medida do absurdo protagonizado hoje, em nenhum momento, Luiz Aureliano [pouco importa a mim a vida pessoal dele, e de médico, ou quando era diretor do Hospital Nair Alves de Souza, mas o debate na Câmara] fez menção ou avançou para a vida íntima dos vereadores Zezinho, Marconi Daniel ou Edson Oliveira, pelo contrário, apresentou uma proposta razoável diante da crise, e já experimentada em outros municípios, sobre uma possível diminuição dos salários tanto dos vereadores como do prefeito e também a extinção de algumas secretarias. Foi o mesmo que assanhar um ninho de víboras.

Ao ponto: os dissidentes Antonio Alexandre (PR), e Luiz Aureliano ganharam um colega, na dissidência ao menos, explico-me: Edson Oliveira – muito embora tenha garantido hoje que continua na mesma linha do Partido Progressista (?), revelação no mínimo questionável, ou o PP anda caindo de amores pelo governo Anilton? Ou o PP não é mais oposição e sim um grupelo da base? Se Edson Oliveira continua mesmo na égide de Val Oliveira (Presidente do Diretório Municipal) e do deputado federal Mário Negromonte Júnior, e nesta toada, fala em nome do partido na Câmara, alguém precisa se explicar diante do eleitor, estou errada?

O PP, via de regra, está na Câmara para fazer o que Luiz Aureliano e Antônio Alexandre fazem, podem me desmentir se vai nesta afirmação alguma inverdade. Podem me chamar de “patetinha” e de jornalista de “quinta catiguria”, mas meu compromisso é com os fatos, e não pela conveniência de grupo político.

Vai abaixo parte do que foi dito na Casa das Leis e cada um tire suas próprias conclusões:

Antônio Alexandre: “Não chamei de ladrão, ainda!”

Comentando a histeria que se abateu em alguns vereadores da base, pela investida de Paulo de Deus no fim de semana de atividades políticas no BTN, o vereador garantiu que não chamou o prefeito Anilton Bastos de ladrão: “Identifiquei ações negativas por parte do governo, mas não chamei de ladrão, no dia que eu chamar vou à justiça!”, segundo explicou o vereador, basta tocar no nome do prefeito que é um Deus nos acuda na Câmara:

Antônio Alexandre disse que a preocupação de alguns vereadores é só a de agradar o prefeito Anilton Bastos (PDT)

“Ninguém está aqui para dizer amém a prefeito não, ele não me elegeu, nós devemos satisfação ao povo, a preocupação de alguns aqui é só agradar ao prefeito, quando alguém fala alguma coisa aqui é um Deus nos acuda.”

Zezinho e o “assassino de criancinhas” e as 41 obras entregues por Anilton Bastos

Quando já havia dito toda sorte de impropérios, Zezinho saiu-se dizendo que um vereador assassinou uma criança, Edson Oliveira interpelou:
“Foi feita aqui uma acusação grave, o senhor está afirmando que um vereador matou uma criança? Isto precisa ser esclarecido!”

“Eu não, mas o senhor sim cometeu um crime e confessou aqui” rebateu Luiz Aureliano

“Dom Anilton I não pode ser criticado nessa Casa? Eu não posso mudar de opinião? Mudei. Vereador Zezinho tome cuidado com suas palavras, que eu saiba o único que cometeu um crime aqui foi o senhor, chegou em meu gabinete com os recibos em torno de R$ 30 mil reais, dizendo que era para pagar a cirurgia da sua esposa, o senhor sabe que confessou um crime? Que pode ter seu mandato cassado?” perguntou Aurelino, a resposta de Zezinho seria cômica, não fosse trágica: “Graças a Deus”.

Vereador Luiz Aureliano afirmou que Zezinho do INSS cometeu um crime ao receber R$ 30 mil do deputado Elmar

Segundo explicou Luiz Aureliano, a criança havia chegado morta na barriga ��������I/�� ��

Luiz Aureliano foi classificado de “assassino de crianças” “batedor de mulheres” e “forasteiro demagogo”

É forçoso reconhecer que a postura de alguns vereadores da Câmara Municipal de Paulo Afonso – não são todos, sejamos justos, na sessão desta segunda – feira (16), deixou desconforto evidente nos colegas, na imprensa e quem conseguiu ver o circo de horrores até o fim. Para sintetizar o que se passa à revelia do povo, na gestão de Petrônio Nogueira (PDT), tem-se a desinstitucionalização de um poder, a corrosão da moral, o desrespeito generalizado com o público e ao Regimento Interno.

O berreiro protagonizado por Luiz Aureliano (PT), Marconi Daniel (PV), Antônio Alexandre (PR), o Zezinho do INSS (PROS) e Edson Oliveira (PP), não se explica apenas pela disputa política que já está em curso, ou como é sabido, pela ignorância e estupidez de um ou outro, revela, sobretudo, a lástima que é a política no Brasil e a responsabilidade que cumpre agora ao eleitor em renovar a Casa.

A imprensa, em regra, deu por barato as revelações de Zezinho, quando este espantou o plenário dizendo que recebeu dinheiro – cerca de R$ 30 mil reais – do então candidato a deputado federal, Elmar Nascimento (DEM), nas eleições de 2014. O assunto não foi registrado em Ata, à época alegou-se que Zezinho “não sabe o que diz”, como se ver, a “loucura” do vereador é bastante seletiva.

Bastou que Luiz Aureliano ganhasse os holofotes acusando irregularidades na gestão do prefeito Anilton Bastos (PDT), que Zezinho sacou da algibeira a alcunha de “assassino de crianças”, e teve o respaldo do líder do governo, Marconi Daniel, que completou: “batedor de mulheres”.

Não à Câmara, mas à polícia e à Delegacia da Mulher, respectivamente, se deve recorrer com este tipo de conteúdo.

Resta aos vereadores – que conseguiram manter o equilíbrio – cobrarem as devidas providências do presidente da Casa, a fim de recuperar a reputação do Poder Legislativo e dar um basta na falta de decoro e quebra excessiva do protocolo durante as sessões.

Vereador Zezinho reafirmou que recebeu dinheiro do deputado Elmar Nascimento na campanha de 2014

Para ter uma medida do absurdo protagonizado hoje, em nenhum momento, Luiz Aureliano [pouco importa a mim a vida pessoal dele, e de médico, ou quando era diretor do Hospital Nair Alves de Souza, mas o debate na Câmara] fez menção ou avançou para a vida íntima dos vereadores Zezinho, Marconi Daniel ou Edson Oliveira, pelo contrário, apresentou uma proposta razoável diante da crise, e já experimentada em outros municípios, sobre uma possível diminuição dos salários tanto dos vereadores como do prefeito e também a extinção de algumas secretarias. Foi o mesmo que assanhar um ninho de víboras.

Ao ponto: os dissidentes Antonio Alexandre (PR), e Luiz Aureli

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