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Do ronco da pessoa ao lado ao uso incorreto do cotonete, passando pelas doenças neurológicas, saiba quais são os fatores que desencadeiam a sensação auditiva desagradável.

A Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido foi criada em 2009 pela otorrinolaringologista Tanit Ganz Sanchez, em São Paulo. E o mês escolhido foi novembro, precisamente o dia 11, por ser a data em que se alerta para “O Dia Nacional de Conscientização do Zumbido”.

Conversamos com a fonoaudióloga Érica Rodrigues, da Clínica Ânima, que alertou sobre prevenção e possíveis causas do zumbido e o tempo certo para começar o tratamento: “Devemos começar cedo, com campanhas preventivas nas escolas e avaliação precoce.” Acompanhe os esclarecimentos abaixo:

Vamos começar pelos pequenos. Como uma mãe pode saber se o bebê tem zumbido e procurar tratamento para evitar a surdez da criança?

Através do teste da orelhinha. É importante esclarecer que o zumbido em si não é uma doença, mas um sintoma de alguma patologia que pode estar acometendo nosso organismo, e atinge crianças, jovens e adultos. Por isso, os pequenos precisam passar pelo teste da orelhinha.

Às vezes ouvimos zumbidos, que depois somem. Quais são as principais causas e qual especialista devemos procurar?

As causas podem girar em torno de problemas metabólicos, tais como diabetes ou colesterol, ou de algum alerta de perda auditiva, induzida por ruído, o mau uso do fone de ouvido, seja pelo volume ou pelo tempo de utilização. Há um número muito grande de pessoas com queixas de zumbido. Só no Brasil, são mais de 48 milhões, e uso indevido do fone de ouvido é uma das principais causas. O zumbido geralmente começa um som semelhante a uma abelha ou a uma panela de pressão, sem que haja uma fonte sonora. Como a pessoa não percebe de onde vem este ruído, o diagnóstico e o tratamento são um trabalho multiprofissional. O primeiro especialista a se procurar é um médico otorrinolaringologista, que avaliará o paciente, determinando um tratamento. Caso a origem esteja relacionada a um alto nível de estresse, ou até mesmo a uma depressão, o paciente deverá ser encaminhado a um psicólogo. Em se tratando de problemas musculares, o fonoaudiólogo é o especialista indicado.

Os idosos ainda têm as maiores queixas?

Sim. Apesar de acontecer em diferentes idades, os problemas auditivos acometem mais os idosos. A partir dos 65 anos, aumentam as queixas. Na medida em que se vive mais, ocorre a presbiacusia – perda auditiva normal da idade, envelhecimento das células, e por isso a campanha reforça o alerta para que as pessoas evitem não só uso abusivo de fones, mas também outros ruídos, como poluição sonora e o uso excessivo do telefone. Mais de dez minutos por dia já é considerado muito tempo. Recomendo não colocar o celular muito próximo ao ouvido, e se possível substituir a fala pelas mensagens de texto.

Quais dicas a senhora nos deixa para diminuirmos a perda auditiva ao longo dos anos?

Desligar a TV na hora de dormir, pois durante o sono deve ocorrer o repouso auditivo. Também recomendo não utilizar fones de ouvido ultrapassando a metade do volume máximo, nem por um período superior a duas horas por dia. Alimentação adequada e atividade física também são essenciais. Lembrando que o tratamento pode ser medicamentoso e também através da prótese auditiva, com aparelhos específicos. Já nos casos em que a pessoa não consegue mais dormir, é necessário o acompanhamento do psicólogo.

 

A Clínica Ânima possui fonoaudióloga e psicólogas para realizar avaliação e apoiar no enfrentamento deste problema que atinge tantas pessoas. Estamos na Rua da Felicidade, 12, no Empresarial Paulino, sala 102 (em cima da Livraria Nobel). Fone: (75) 3281-7095. Nosso site: www.animaclinica.com.br/

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