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A Bahia produziu nos últimos anos um dos maiores registros de homicídios no Brasil, não são números que nascem do acaso, e também, segundo apontou o secretário de segurança pública, Maurício Barbosa, não se restringem à área de segurança pública.

“Então o que queremos além repreender o consumo e prender o traficante é fazer um alerta também para as famílias, pois quando se trata de segurança pública, vem no primeiro momento só a atuação da polícia, e não há polícia que resolva um problema de origem social e de saúde pública que é a droga”, explicou em entrevista exclusiva ao site Ozildo Alves, na ultima sexta-feira (07), no intervalo do programa Pacto Pela Vida, realizado no auditório da Justiça Federal, em Paulo Afonso.

Na primeira etapa o secretário ouviu os palestrantes e analisou os índices apresentados pelos representantes das polícias civil e militar: prisões, apreensões, crimes cometidos e resolução etc., entre sugestões que foram surgindo, como a instalação de câmara de seguranças em pontos estratégicos da cidade, pedidas pelo promotor público, Moacir Nascimento.

Continua a entrevista do secretário, acompanhe:

Essa conversa e análise do trabalho da polícia será apenas nas cidades pólos ou o senhor vai andar mais no interior da Bahia?

A gente costuma fazer as visitas e andar, mas procura cidades – pólos por causa da estrutura para receber os companheiros da Polícia Militar e Civil e nos acolher, é o caso aqui de Paulo Afonso e da cidade de Juazeiro e no próximo final de semana iremos para Barreiras. Estamos nestas regiões e acompanhando o desempenho dos profissionais dos municípios fazendo a comparação do primeiro semestre e do segundo, vendo quem conseguiu melhorar seus indicadores e quem não conseguiu, entendendo e ajudando a todos para fazer uma redução maior dos nossos índices de criminalidade.

Quando o senhor assumiu essa pasta, o estado da Bahia vivia um momento delicado com índices altos de criminalidade, passado esse tempo essa violência se espalhou pelo interior?

Eu acredito que seja até um fenômeno nacional, nós temos visto e conversado com outros secretários de segurança pública, enquanto a ação mais firme da polícia nos maiores municípios a droga se espalhou e foi para os menores, hoje nós temos em quase cem por cento dos municípios do Brasil a presença da droga e do crack. É um problema para ser enfrentado também pelo governo federal, através das nossas fronteiras não permitindo a entrada de armas e drogas, infelizmente é um fenômenos além de criminal, social, o que vemos hoje são jovens entre 13 e 14 anos já entrando no mundo das drogas, seja pelo consumo ou pelo tráfico. Você pega municípios pequenos com crianças vendendo crack por R$ 4, R$ 5 ou R$ 6 reais, é um fenômeno que infelizmente tende a se expandir se não for observado a necessidade de uma atuação conjunta entre a família e todos os entes.


A gente sabe que o país não vive a melhor fase na economia em que os estados precisam fazer cortes no orçamento isto atrapalha a estruturação dos presídios e a novas unidades, o senhor está conseguindo realizar?

Estamos com investimentos em torno de R$ 120 milhões, construindo novas unidades no interior e a questão dos concursos que também é uma prioridade do governador Rui, estamos com 2 mil militares sendo formados e mais 160 peritos – e diga-se de passagem, parte deles médicos legistas que serão lotados em Paulo Afonso, bem como  policiais civis, 950 policiais civis sendo formados que se Deus quiser vão ajudar muito ao trabalho da polícia no interior.

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