A Polícia Civil de Alagoas, por meio da Deic (Divisão Especial de Investigação e Capturas), e o Gecoc (Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas, do Ministério Público Estadual), apresentaram na manhã desta segunda-feira (14) detalhes da operação realizada na sexta-feira (11) para prender pessoas envolvidas em assaltos a bancos em três estados do Nordeste – Alagoas, Sergipe e Bahia.


 

O resultado do trabalho foi apresentado durante entrevista coletiva, na sede da instituição policial, no bairro de Jacarecica, com as presenças das delegadas Ana Luíza Nogueira (diretora da Deic) e Maria Angelita (titular da Seção Especial de Roubo a Banco/Serb), do promotor Luiz Tenório (Gecoc) e do delegado Robervaldo Davino, diretor de Polícia Judiciária da Área 1 (DPJA-1).

A delegada Ana Luíza Nogueira relatou que a quadrilha vinha sendo investigada e seus integrantes tiveram as prisões decretadas pela 17ª Vara Criminal. O líder do grupo criminoso identificado como Jean Lopes da Silva, 34 anos, conhecido como “Nego da Califórnia”, trocou tiros com os policiais e acabou morrendo.

Ação policial foi deflagrada simultaneamente em três cidades. No município alagoano de Piranhas, foram presos Ângela Maria Estevam Bezerra, 25 anos, e Jair Sandro dos Santos, 27; em Canindé do São Francisco (SE), foi detido Josenildo  Machado Lima, 42 anos,  o “Tóia”, e na cidade de Paulo Afonso (BA) foram presos os irmãos Everaldo João de Sá, 32, e Josenilton de Sá, de 37 anos, conhecido como “Sapo”, este último apontado como muito violento e segundo na hierarquia da quadrilha.

De acordo com a delegada, o grupo é acusado de pelo menos 10 roubos a bancos nos três estados, sendo os mais recentes às agências do Banco do Brasil de Piranhas e do Bradesco, em São José da Tapera (AL). Anteriormente, já teriam atacado uma agência bancária em Maravalha (AL).

A delegada Maria Angelita disse que uma jovem, que teve sua caminhonete roubada no dia do assalto em Tapera, identificou o veículo e os assaltantes, após prestar queixa à polícia. Já o promotor Luiz Tenório afirmou que somente com a união das polícias e do Ministério Público será possível combater as organizações criminosas, inclusive aquelas que atuam no roubo a bancos.

O delegado Robervaldo Davino, que comanda a Polícia Civil no Sertão, região onde atuava a quadrilha, salientou ser necessária uma vigilância mais efetiva nas agências bancárias e melhor fiscalização no comércio de explosivos que são utilizados pelos grupos criminosos nos ataques aos bancos.

A titular da Deic, Ana Luiza Nogueira, concluiu afirmando que as investigações prosseguem com o objetivo de prender outros integrantes de quadrilhas envolvidas com roubo a bancos.