2 de dezembro de 2021

FPI identifica pedreira ilegal com quase 600 mil pedras

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Site Ozildo Alves (www.pa4.com.br) com Assessoria de Comunicação FPI

FPI identifica pedreira ilegal com quase 600 mil pedras na zona rural de Coronel João Sá
FPI identifica pedreira ilegal com quase 600 mil pedras na zona rural de Coronel João Sá

A Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Rio São Francisco da Tríplice Divisa (Alagoas, Bahia e Sergipe) identificou uma pedreira ilegal na zona rural do Município de Coronel João Sá, que fica a 454 km de Salvador. No local, foram encontradas cerca de 600 mil pedras, que corresponde a cerca de 120 caminhões carregados dos rochedos. Eles são utilizados, em sua maioria, para a confecção de paralelepípedos. Cerca de mil pedras são comercializadas pelo valor de R$ 250. A empresa que efetivamente detém a maior parte da arrecadação com a extração receberá duas multas pela falta de registro e por não ter profissional habilitado para acompanhar o processo junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). O Ministério do Trabalho emitiu uma notificação para que a empresa prove que todos os trabalhadores são registrados e utilizam equipamentos de segurança como luvas, botas e capacetes, além de mostrarem as condições atuais de alojamentos dos trabalhadores.

“A união de tantos órgãos e entidades representa uma ótima oportunidade para que possamos ampliar a potencialidade de atuação na defesa da sociedade, do meio ambiente e da saúde pública. Nossa missão é continuar diagnosticando danos ambientais causados contra o manancial e sua população, adotando medidas preventivas e de responsabilização dos agentes causadores de todos esses males”, declarou a promotora de Justiça Luciana Khoury. Próximo à pedreira clandestina, foi construída uma capela em uma formação rochosa com pinturas rupestres, que tornou-se local de romaria dos católicos da região. “Identificamos neste lugar um estado avançado de depredação do patrimônio arqueológico, através da exploração das rochas, além de pichação e muito lixo deixado pelos visitantes”, afirmou o espeleólogo e colaborador do Núcleo de Defesa da Bacia do São Francisco (Nusf) do Ministério Público estadual, Admir Brunelli.

Além disso, a FPI identificou em Canudos ausência de obra de esgotamento sanitário, descarte de resíduos em lixão (junto a catadores e animais) e queima de lixo hospitalar de forma inadequada. Em Paulo Afonso, técnicos estiveram no Loteamento Residencial Beira Rio, onde foi emitida uma notificação do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (Crea) referente à ausência de responsabilidade técnica nos projetos do condomínio. No local, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) lavrou auto de embargo temporário. Esta é a primeira FPI conjunta dos estados de Alagoas, Bahia e Sergipe. Os trabalhos estão sendo coordenados pelas unidades do MP estadual e Federal dos três estados e pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. Na metodologia, cada estado analisou quais são os tipos de degradação ambiental mais comuns em seus territórios, e a partir daí, apontou os alvos que deveriam ser fiscalizados. Na Bahia estão sendo monitorados 11 municípios: Paulo Afonso, Rodelas, Jeremoabo, Pedro Alexandre, Macururé, Glória, Abaré, Chorrochó, Santa Brígida, Canudos e Coronel João Sá.

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COMENTÁRIOS

Comentários 1

  1. Thiago says:

    Certo de que tem que ter muito cuidado com a natureza, agra pensem também que muitos pais de famílias dependem desse trabalho para sustento de suas famílias, existem muitas pedreiras distantes que não prejudicam a natureza se for explorada, é trabalho honesto! É simples mandar interditar, mais pensem em quem depende de trabalhar nessas pedreiras? Tem outras coisas muito mais importante que deveria ser proibida e não é. Porque vocês não tentam dar emprego a quem precisa?

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